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Vale ameaça processar ex-conselheiro após vazamento de informações sigilosas
Publicado 09/10/2026 • 21:19 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 09/10/2026 • 21:19 | Atualizado há 40 minutos
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Foto: Jeso Carneiro / Flickr
A Vale anunciou nesta sexta-feira (9) que poderá adotar medidas judiciais, inclusive na esfera criminal, contra Marcelo Gasparino da Silva, ex-vice-presidente de seu Conselho de Administração. A mineradora acusa o ex-conselheiro de divulgar informações confidenciais e de fazer manifestações públicas que, segundo a companhia, prejudicam sua reputação e a de seus administradores.
Em nota de esclarecimento, a Vale informou que notificou extrajudicialmente Gasparino para exigir a interrupção de declarações que classifica como falsas e difamatórias. A empresa sustenta que uma investigação conduzida por escritório jurídico externo independente comprovou o vazamento deliberado de informações internas relacionadas a uma reunião do Conselho de Administração realizada em 19 de junho de 2026.
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A apuração levou o Conselho de Administração a aprovar, em 22 de julho, uma sanção de destituição de Gasparino, seguindo recomendações da Diretoria de Auditoria e Conformidade e do Comitê de Auditoria e Riscos. Como a retirada de um conselheiro dependeria de confirmação dos acionistas, a medida ainda precisaria passar por essa etapa. No entanto, Gasparino renunciou voluntariamente em 27 de julho, antes da realização de uma assembleia.
A mineradora sustenta que Gasparino reconheceu em duas ocasiões ter encaminhado a um analista externo do mercado financeiro uma minuta de manifestação e voto de sua autoria. Segundo a companhia, a primeira admissão ocorreu na carta de renúncia, enquanto a segunda foi feita em uma manifestação apresentada durante reunião do Conselho de Administração, posteriormente divulgada pelo próprio ex-conselheiro.
A Vale também afirma que Gasparino teve oportunidades de apresentar esclarecimentos durante a investigação, tanto aos responsáveis pela apuração quanto aos demais integrantes do conselho. De acordo com a versão apresentada pela empresa, ele optou por não se manifestar nessas ocasiões, inclusive na reunião em que foi decidida a aplicação da sanção.
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A companhia informou ainda que tomou conhecimento da abertura de um processo administrativo pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investigar a atuação de Gasparino. A mineradora declarou que está fornecendo à autarquia as informações solicitadas. A existência do procedimento não representa, por si só, uma conclusão da CVM sobre eventual irregularidade.
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Siga o Times | CNBCNa notificação extrajudicial enviada ao ex-conselheiro, a Vale afirma que publicações feitas por ele nas redes sociais distorcem acontecimentos internos e causam prejuízos à imagem da empresa. O documento sustenta que as manifestações teriam caráter de retaliação à decisão tomada pelo Conselho de Administração.
A companhia também declarou que pretende buscar a responsabilização de Gasparino nas esferas cível e criminal, mencionando possíveis questões relacionadas à divulgação de segredos, ao mercado de capitais, ao sistema financeiro e a crimes contra a honra. Trata-se de uma posição jurídica apresentada pela Vale, e não de uma condenação ou decisão judicial.
Além de exigir a interrupção das publicações, a Vale atualizou seu Formulário de Referência nesta sexta-feira para incluir informações adicionais sobre o episódio. Os esclarecimentos foram incorporados ao item 7.8 do documento, disponibilizado ao mercado.
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A mineradora afirmou que continuará informando acionistas e investidores sobre eventuais desdobramentos e reiterou seu compromisso com as práticas de governança corporativa. O comunicado foi assinado por Marcelo Feriozzi Bacci, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores.
A nota apresenta a versão da Vale sobre o conflito. O material encaminhado não contém uma manifestação de Marcelo Gasparino em resposta às acusações e às medidas anunciadas pela companhia.
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