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Vivo e Starlink, de Elon Musk, lançam internet via satélite para celulares no Brasil
Publicado 26/10/2026 • 18:52 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/10/2026 • 18:52 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Shutterstock
A Vivo anunciou nesta segunda-feira (26) o lançamento do Vivo Satélite, serviço desenvolvido em parceria com a Starlink, empresa de Elon Musk, que permite a conexão direta entre aparelhos móveis e satélites.
A novidade chega sem cobrança adicional para clientes de todos os planos pós-pagos e de determinadas modalidades de controle e pré-pago durante os primeiros 12 meses. A estimativa da operadora é alcançar 50 milhões de usuários nesta etapa inicial, em uma base que reúne 105 milhões de clientes móveis. No segmento empresarial, a gratuidade será válida por três meses, com contratação necessária após esse período.
A iniciativa utiliza a tecnologia direct to device (D2D), que dispensa antenas e roteadores instalados pelo próprio consumidor. Em vez de depender exclusivamente das torres de telefonia, o aparelho pode recorrer à conexão via satélite quando estiver em regiões sem cobertura terrestre.
O lançamento também representa um novo movimento da Starlink no mercado brasileiro. A empresa já atua no país com internet fixa via satélite, serviço que ultrapassou 1 milhão de acessos no Brasil, seu segundo maior mercado global. No modelo tradicional, entretanto, o cliente precisa instalar equipamentos para receber o sinal. Com o Starlink Mobile, a companhia busca ampliar sua presença nas telecomunicações por meio de acordos com operadoras locais, estratégia que também adota nos Estados Unidos e no Chile.
O principal objetivo da conexão é atender usuários em regiões onde a instalação de infraestrutura convencional é difícil ou inexistente. Estradas, propriedades rurais e áreas florestais estão entre os locais que podem se beneficiar da tecnologia.
Alex Salgado, chefe de operações da Vivo, afirmou que a rede terrestre da empresa já cobre mais de 98% da população brasileira. Para o executivo, o serviço por satélite pode preencher parte das lacunas restantes, especialmente em áreas extensas e pouco povoadas.
A conexão, contudo, não oferece a mesma experiência das redes móveis tradicionais. Como os satélites utilizados estão a cerca de 550 quilômetros da Terra, o sinal percorre uma distância maior, o que afeta a latência e limita o desempenho. A proposta, portanto, não é substituir o 4G ou o 5G, mas permitir que o usuário mantenha acesso a funções básicas quando estiver fora da cobertura convencional.
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Siga o Times | CNBCEntre os recursos previstos estão mensagens SMS, envio de arquivos de áudio, chamadas de voz pelo WhatsApp, navegação no Google Maps e acesso ao aplicativo da Vivo. Vídeos e videochamadas não fazem parte da experiência principal e podem apresentar funcionamento limitado.
A operadora também pretende evitar que os consumidores confundam o serviço com uma conexão de alta velocidade. “A rede satelital é para uma comunicação essencial nessas áreas mais remotas, onde as pessoas costumavam ficar sem sinal móvel”, explicou Salgado.
O funcionamento depende ainda da compatibilidade do celular. Aparelhos mais recentes com iOS e Android receberam atualizações que permitem habilitar automaticamente os aplicativos compatíveis. Em modelos antigos, pode ser necessário realizar ajustes manuais nas configurações. Antes da estreia oficial, aproximadamente 7 milhões de pessoas já haviam utilizado a conexão durante a fase de testes realizada na semana anterior ao lançamento.
Sharon Zhang, diretora de política regulatória de satélites da Starlink, destacou que o acesso pode fazer diferença em situações cotidianas, como conseguir enviar uma mensagem ou evitar a interrupção de uma chamada em uma região sem sinal. Segundo ela, a parceria com a Vivo integra o plano da companhia de expandir a cobertura suplementar por meio de operadoras em diferentes países.
O acordo não prevê exclusividade nem estabelece uma data para terminar. A tecnologia utilizará a frequência de 2,6 GHz da Vivo, enquanto os termos comerciais da parceria permanecerão confidenciais.
Para a operadora brasileira, a iniciativa pode representar uma vantagem competitiva e abrir novas oportunidades no mercado corporativo. Empresas de agronegócio, logística e infraestrutura estão entre os segmentos que já contratam soluções de conectividade da Vivo. A ampliação da cobertura pode permitir que a companhia ofereça serviços adicionais a esses clientes.
A Starlink, por sua vez, pretende investir em novas gerações de satélites para aumentar a velocidade de conexão. Em outros mercados, a empresa também trabalha para ampliar sua atuação móvel por meio da compra de frequências e do licenciamento de torres.
Apesar desses planos, a Vivo não considera que a conexão via satélite vá substituir as redes terrestres. Na avaliação de Salgado, as duas tecnologias podem evoluir paralelamente, com o D2D funcionando como uma extensão da cobertura existente. O executivo afirmou que a empresa acompanha os avanços e poderá incorporar novas gerações de satélites conforme elas estiverem disponíveis.
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