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Guerra no Irã pode impedir que mercado de energia volte ao normal em 2027, diz IEA
Publicado 26/10/2026 • 20:00 | Atualizado há 27 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 20:00 | Atualizado há 27 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Guerra no Irã pode impedir que mercado de energia volte ao normal em 2027, diz IEA
A guerra no Irã ampliou a instabilidade no mercado global de energia e elevou a preocupação com o abastecimento e os preços dos combustíveis. Os impactos do conflito atingem o comércio internacional de petróleo e gás e dificultam os cenários de recuperação do setor nos próximos meses.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, avalia que o mercado não deve recuperar em 2027 as condições anteriores ao início da guerra. Diante desse cenário, o dirigente defende que governos e empresas priorizem a segurança energética.
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De acordo com a agência, mesmo diante dos esforços para o fim da guerra, não há uma perspectiva confiável de que o mercado de energia retorne ao patamar antes do conflito. A guerra interrompeu fluxos internacionais de abastecimento e pressionou os preços.
Na última sexta-feira (23), após novos ataques na Arábia Saudita, os contratos futuros do Brent chegaram a US$ 117 por barril, o maior nível em quase seis meses. Apesar de existirem outras alternativas, os bloqueios no Estreito de Ormuz seguem afetando diretamente o mercado mundial da commodity.
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Siga o Times | CNBCA AIE também acompanha os riscos para o abastecimento durante o inverno. O diretor-executivo destacou a preocupação com o diesel, combustível utilizado no transporte e no aquecimento em algumas regiões, justamente quando a demanda costuma aumentar em partes do mundo.
O dirigente alertou ainda para os efeitos da manutenção de refinarias em regiões que normalmente registram consumo elevado de diesel. Essa combinação pode ampliar a pressão sobre a oferta e os preços dos combustíveis.
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Apesar das dificuldades no setor, a agência prevê uma recuperação positiva da energia nuclear. A crise energética reforça o interesse por fontes capazes de diversificar a geração e reduzir a dependência de combustíveis tradicionais.
Um levantamento recente da AIE aponta que 90 gigawatts de capacidade nuclear estão em construção no mundo, o maior volume em quatro décadas. O setor nuclear vem crescendo principalmente entre os países que exportam grande quantidade de energia.
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