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Xerox conclui aquisição da Lexmark e registra leve queda na receita no 2º trimestre
Publicado 31/07/2025 • 19:47 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 31/07/2025 • 19:47 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Sede da Xerox
Divulgação
No segundo trimestre de 2025, a Xerox reportou receita de US$ 1,58 bilhão (cerca de R$ 8,81 bilhões, na cotação atual), uma leve queda de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,1% considerando a moeda constante.
A conclusão da aquisição da Lexmark marca uma etapa relevante na estratégia de reinvenção da empresa, fortalecendo o portfólio de soluções e abrindo novas oportunidades de sinergia.
O prejuízo líquido conforme o padrão GAAP foi de US$ 106 milhões (R$ 591,1 milhões), ou US$ 0,87 por ação, resultado que representa uma piora de US$ 124 milhões (R$ 690,5 milhões) frente ao segundo trimestre de 2024.
O prejuízo ajustado atingiu US$ 77 milhões (R$ 429,4 milhões), equivalente a US$ 0,64 por ação, com queda de US$ 118 milhões (R$ 656,0 milhões) na comparação anual. A margem operacional ajustada ficou em 3,7%, recuo de 1,7 ponto percentual.
A geração de caixa operacional foi negativa em US$ 11 milhões (R$ 61,3 milhões), redução de US$ 134 milhões (R$ 747,2 milhões) ano a ano. O fluxo de caixa livre fechou em US$ 30 milhões negativos (R$ 167,3 milhões), decréscimo de US$ 145 milhões (R$ 808,6 milhões) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
O CEO da Xerox, Steve Bandrowczak, afirmou: “A conclusão da aquisição da Lexmark representa um marco importante na reinvenção da companhia, criando um líder de mercado verticalizado com um conjunto mais amplo e diferenciado de soluções de workflow e tecnologia para nossos clientes e parceiros. Nosso segundo trimestre reflete a maior resiliência dos resultados financeiros proporcionada pela reinvenção”.
Segundo ele, “o crescimento em TI e soluções digitais contribuiu para a estabilidade da receita, enquanto o foco em custos preservou a lucratividade em meio a um cenário operacional volátil. Na segunda metade do ano, nosso foco está na execução da integração da Lexmark, estabelecendo as bases para aumento de receita, lucro operacional ajustado e fluxo de caixa livre em 2026”.
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Entre os segmentos, a área de Print e Outros gerou receita de US$ 1,37 bilhão (R$ 7,64 bilhões), queda de 8,6%. Já o segmento de Soluções de TI registrou receita de US$ 213 milhões (R$ 1,19 bilhão), alta expressiva de 153,6%.
O lucro do segmento Print e Outros foi de US$ 65 milhões (R$ 362,5 milhões), retração de 39,3%, enquanto Soluções de TI obteve US$ 10 milhões (R$ 55,7 milhões). O resultado total dos segmentos apontou lucro de US$ 59 milhões (R$ 329,1 milhões), queda de 30,6%.
Os resultados do trimestre foram impactados por custos de produtos mais altos, despesas incrementais relacionadas a tarifas e redução nas taxas de financiamento, além do aumento das despesas financeiras ligadas ao financiamento da aquisição da Lexmark. Do lado positivo, as despesas administrativas e de vendas caíram, efeito da maior produtividade e de economias ligadas ao programa de reinvenção.
O guidance para 2025 foi revisado para incorporar a Lexmark a partir de julho. A projeção é de crescimento de receita entre 16% e 17% em moeda constante, margem operacional ajustada próxima de 4,5% e fluxo de caixa livre em torno de US$ 250 milhões (R$ 1,39 bilhão).
A orientação considera até US$ 35 milhões (R$ 195,1 milhões) em despesas com tarifas, sinergias moderadas relacionadas à Lexmark e custos pontuais de integração.
Em relação à aquisição concluída em 1º de julho, a Xerox desembolsou cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,36 bilhões), incluindo US$ 860 milhões (R$ 4,79 bilhões) em dinheiro e a assunção de dívidas da Lexmark. A empresa espera impacto neutro de tarifas sobre a Lexmark, pois a unidade fabril no México garante a conformidade para exportações ao mercado dos EUA.
A companhia destacou ainda que mudanças nos segmentos reportáveis foram implementadas no primeiro trimestre de 2025, subdividindo a operação em “Print e Outros” e “Soluções de TI”, a fim de alinhar a gestão com estratégias de crescimento. O resultado reflete a reclassificação dos dados anteriores para efeito de comparação.
Entre os principais riscos para os próximos períodos, a Xerox apontou incertezas macroeconômicas, variações cambiais, custos de financiamento, efeitos de tarifas, mudanças regulatórias e desafios na integração da Lexmark.
A empresa reforçou que suas projeções podem sofrer alterações diante desses fatores, conforme previsto em documentos nos órgãos reguladores dos Estados Unidos.
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