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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 18/06/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Disney
De US$ 30 milhões a bilhões: como 'Toy Story' virou fenômeno da Disney
Estreia nesta quinta-feira (18) nos cinemas brasileiros “Toy Story 5″, novo capítulo da franquia da Disney e Pixar que se tornou uma das mais bem-sucedidas da história da animação.
Mais de 30 anos após o lançamento do primeiro filme, a série retorna com uma trama que aborda um tema atual, que é o impacto da tecnologia na forma como as crianças brincam.
Na nova história, Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os demais brinquedos enfrentam a chegada de um tablet que passa a disputar a atenção de Bonnie, dando início a uma nova aventura que coloca em debate a relação entre brinquedos tradicionais e dispositivos digitais.
Lançado em 1995, nos Estados Unidos, como o primeiro longa-metragem produzido inteiramente por computação gráfica, “Toy Story” transformou a animação mundial e deu origem a uma das franquias mais lucrativas da história do cinema.
De acordo com o HashTechWave, quando estreou, o primeiro “Toy Story” era uma aposta ousada. Produzido com orçamento de aproximadamente US$ 30 milhões, o filme apresentou ao público uma tecnologia inédita para a época e uma história capaz de emocionar diferentes gerações.
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A relação entre Woody e Buzz Lightyear rapidamente se tornou um marco da cultura popular. Mais do que uma aventura infantil, o longa abordava amizade, insegurança, pertencimento e mudanças, temas que ajudaram a ampliar seu alcance para além do público infantil.
O resultado foi imediato, a produção arrecadou cerca de US$ 375 milhões em bilheteria mundial e abriu caminho para uma nova era da animação digital.
Ao contrário de outras séries animadas, “Toy Story” acompanhou a passagem do tempo. Os personagens envelheceram emocionalmente ao lado de seus espectadores, algo que se tornou uma das principais marcas da franquia.
Em “Toy Story 2”, lançado em 1999, o foco passou a ser a nostalgia e o valor sentimental dos brinquedos. Já “Toy Story 3”, de 2010, abordou a despedida da infância quando Andy deixa a casa dos pais para ingressar na faculdade.
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O quarto filme, lançado em 2019, trouxe reflexões sobre identidade e propósito em uma fase na qual muitos dos fãs originais já eram adultos e tinham seus próprios filhos.
Segundo o Wall Street Journal, essa capacidade de dialogar simultaneamente com diferentes gerações ajudou a transformar a série em um raro fenômeno familiar, no qual pais e filhos compartilham a mesma experiência cinematográfica.
O crescimento da franquia também pode ser medido pelos números. “Toy Story 2” arrecadou cerca de US$ 497 milhões mundialmente.
Anos depois, “Toy Story 3” ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão e se tornou o primeiro filme da Pixar a alcançar esse patamar. O mesmo desempenho foi repetido por “Toy Story 4”, que também superou US$ 1 bilhão em receitas globais.
Somados, os quatro filmes já lançados ultrapassaram US$ 3 bilhões em bilheteria mundial, consolidando a série entre as maiores franquias de animação da história.
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A arrecadação acumulada já supera US$ 3,2 bilhões, colocando “Toy Story” entre os maiores sucessos do gênero em escala global.
A quinta produção chega aos cinemas em um cenário bastante diferente daquele visto em 1995. Se antes os brinquedos enfrentavam o medo do abandono ou da substituição por modelos mais modernos, agora a principal ameaça é a tecnologia presente no cotidiano das crianças.
A nova história apresenta um tablet chamado Lilypad, capaz de concentrar a atenção dos pequenos e reduzir o interesse pelos brinquedos tradicionais.
O enredo aborda uma preocupação cada vez mais presente entre pais e educadores: o impacto das telas na infância.
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A mudança representa uma nova etapa para a franquia, que pela primeira vez coloca a tecnologia digital no centro da narrativa.
O sucesso de “Toy Story” vai além dos recordes financeiros. A franquia ajudou a redefinir a animação moderna, influenciou produções de diferentes estúdios e construiu uma conexão emocional rara com o público.
Quem assistiu ao primeiro filme quando criança hoje leva os próprios filhos ao cinema para acompanhar as aventuras de Woody, Buzz e seus amigos. Esse ciclo geracional ajudou a manter a relevância da série por mais de 30 anos.
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Com “Toy Story 5″, a Disney e a Pixar apostam novamente na combinação que transformou a franquia em um fenômeno mundial, com personagens carismáticos, temas universais e histórias capazes de dialogar com crianças e adultos ao mesmo tempo.
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