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Por que a receita da Disney cresceu mesmo com a queda na visitação aos parques?
Publicado 10/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 dias
Publicado 10/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 dias
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Foto: Pexels
Por que a receita da Disney subiu?
A Disney voltou a surpreender o mercado no segundo trimestre fiscal de 2026 ao registrar crescimento de receita e lucro mesmo com a leve queda na frequência dos parques nos Estados Unidos.
A empresa impulsionou o resultado principalmente com o aumento nos gastos por visitante, a força do streaming e a expansão das operações de cruzeiros.
Leia também: Disney sobe 5% após streaming e parques impulsionarem resultado acima do esperado
A companhia reportou receita de cerca de US$ 25,17 bilhões, alta de 7% na comparação anual e acima das expectativas de Wall Street, que projetavam US$ 24,78 bilhões. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 1,57.
Com isso, as ações da Disney chegaram a subir cerca de 5% no pré-mercado, refletindo a leitura positiva dos investidores sobre a capacidade da empresa de equilibrar diferentes fontes de receita.
O segmento de experiências, que inclui parques temáticos, cruzeiros e produtos licenciados, registrou quase US$ 9,5 bilhões em receita, avanço de 7% no ano.
Ao mesmo tempo, a frequência nos parques domésticos caiu 1%, enquanto a visitação global cresceu cerca de 2%. A empresa explicou que a demanda nos EUA permaneceu saudável, mas houve enfraquecimento na visitação internacional.
Ainda assim, a queda no número de visitantes não pressionou os resultados. Isso aconteceu porque os consumidores que foram aos parques gastaram mais com hospedagem, alimentação, produtos e experiências premium.
Outro ponto central do resultado foi o avanço do streaming dentro da Disney. As receitas com assinaturas e afiliadas cresceram 14%, chegando a US$ 7,8 bilhões, impulsionadas pelos reajustes de preços e pela maior base de assinantes.
Além disso, o Disney+ e o Hulu apresentaram uma melhora consistente de rentabilidade, com aumento expressivo no lucro operacional.
Esse movimento reforça a mudança de perfil do segmento, que deixou de ser apenas uma área de investimento pesado e passou a contribuir de forma mais direta para os resultados da companhia.
O segmento de entretenimento, que inclui TV, streaming e cinema, alcançou US$ 11,72 bilhões em receita, alta de 10%. O resultado foi apoiado por produções de cinema e pelo crescimento da publicidade digital.
Já a área esportiva, puxada pela ESPN, teve alta de 2%, chegando a US$ 4,61 bilhões, beneficiada por novos acordos de mídia e pelo avanço dos assinantes digitais.
Este foi o primeiro balanço sob liderança de Josh D’Amaro como CEO. A nova gestão reforçou a estratégia de integrar melhor os negócios da empresa, conectando streaming, parques, esportes e produtos licenciados.
Segundo a companhia, o objetivo é potencializar o uso da propriedade intelectual: um filme pode gerar conteúdo no streaming, produtos, jogos, atrações nos parques e até experiências em cruzeiros.
Leia também: Como a Disney deixou de ser só entretenimento e virou uma potência da tecnologia
O crescimento da receita da Disney não veio de um único fator, é resultado de uma combinação de movimentos simultâneos.
Entre eles estão o aumento do gasto por visitante nos parques, o avanço da rentabilidade do streaming e o crescimento dos cruzeiros. A demanda geral também se manteve estável, mesmo em um cenário macroeconômico mais incerto.
Ainda que a queda na frequência dos parques siga no radar, o trimestre mostrou que a Disney depende menos de uma única métrica e mais de um ecossistema integrado de negócios.
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