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Cinema & TV

Streaming fica mais caro e supera ritmo de reajustes da TV a cabo

Publicado 12/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Preços das principais plataformas de streaming subiram mais de três vezes acima da inflação desde 2022
  • Apple TV acumula aumento de 200% desde o lançamento e chegou a US$ 14,99 por mês
  • Alternar assinaturas entre plataformas virou estratégia para reduzir o custo mensal do streaming

Foto: Unsplash

Assistir a séries e programas de TV por streaming ficou significativamente mais caro nos últimos anos. Desde 2022, os preços das principais plataformas subiram mais de três vezes acima da inflação, em uma sequência de reajustes que começa a lembrar os aumentos dos antigos pacotes de TV por assinatura.

O Apple TV é o caso mais extremo. Quando foi lançado, em 2019, o serviço custava US$ 4,99 (R$ 25,40). Desde então, o preço aumentou 200%, chegando a US$ 14,99 (R$ 76,30), mesmo com uma biblioteca menor em quantidade de títulos do que a de seus principais concorrentes.

O Disney+ aparece logo atrás. A plataforma estreou em 2019 por US$ 6,99 (R$ 35,58), sem anúncios. Hoje, o plano mais barato custa US$ 11,99 (R$ 61,03) e inclui publicidade. Para manter uma opção sem anúncios, o consumidor precisa pagar 172% a mais do que o preço inicial, conforme conta a Hollywood Report.

Leia também: Netflix caiu: assinantes relatam instabilidade na plataforma de streaming após lançamento do especial de GTA 6

Netflix, Paramount+ e o custo de ter tudo

O plano mais barato do Paramount+ ficou 80% mais caro em cinco anos. Já o Netflix Premium acumula alta de 125% desde 2013.

Para quem quer acompanhar as oito principais plataformas de streaming sem anúncios e sem depender de pacotes ou bundles, a conta chega a aproximadamente US$ 151 por mês (R$ 768,59). Há quatro anos, a mesma combinação custava cerca de US$ 90 (R$ 458,10).

A promessa de cortar o cordão da TV a cabo, portanto, ganhou outro significado. Em vez de uma única assinatura, o consumidor passou a acumular quatro, cinco ou até seis serviços diferentes, com cobranças automáticas mensais para continuar acompanhando produções como Love Island e Tulsa King.

A exceção é o HBO Max, cujo preço aumentou apenas 23% em seis anos. A plataforma, no entanto, já ocupava uma faixa premium do mercado antes mesmo da chegada do streaming e foi lançada em 2020 com preço superior ao de vários concorrentes.

Leia também: Netflix, Apple TV+ e Disney+: por que o streaming está mais caro

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Reajustes aceleraram nos últimos meses

Os números acumulados também escondem aumentos recentes expressivos. O Apple TV, por exemplo, ficou 50% mais caro somente no último ano. Os planos do Peacock também registraram alta próxima de 50%.

Em 12 meses, as tarifas dos serviços de streaming subiram, em conjunto, 11,8%. O maior salto ocorreu em 2023, quando os preços avançaram, em média, 17,7%.

A análise do Hollywood Reporter, com base em dados do Bureau of Labor Statistics, mostra uma diferença importante em relação à antiga TV por assinatura. Os preços de serviços de TV a cabo e via satélite aumentaram, em média, 3,9% ao ano. A exceção ocorreu no fim dos anos 1980, quando o índice chegou a subir 14% durante um período de desregulamentação.

A estratégia de assinar e cancelar

Uma alternativa que ganhou espaço, especialmente entre integrantes da geração Z, é o chamado streaming cycling. A ideia é simples: contratar apenas uma plataforma por um ou dois meses, assistir aos conteúdos de interesse, cancelar a assinatura e passar para outro serviço.

Na prática, o consumidor mantém apenas uma assinatura ativa de cada vez, reduzindo o valor gasto mensalmente.

A desvantagem é ficar para trás em algumas séries e perder a chance de acompanhar lançamentos no mesmo ritmo que outros espectadores. Mas, diante da escalada dos preços, a estratégia pode ser uma forma de controlar o custo de assistir à televisão sem voltar aos antigos pacotes de TV por assinatura.

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