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Copa de 2026 deve superar R$ 56 bilhões em receitas e reforça força comercial do futebol
Publicado 11/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 11/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
A Copa do Mundo de 2026 deve consolidar um novo patamar de receitas para a Fifa, com arrecadação superior a US$ 11 bilhões (R$ 56,5 bilhões), impulsionada pelo aumento do número de seleções, de partidas e pela realização do torneio em três países da América do Norte, afirma Amir Somoggi, diretor da Sports Value. Segundo ele, apesar dos desafios logísticos e do ambiente geopolítico mais instável, o evento já se tornou um sucesso comercial antes mesmo do encerramento da competição.
“Do ponto de vista comercial, foi um grande salto em termos de receita”, afirmou Somoggi, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (11). O especialista lembra que a Copa do Catar, em 2022, gerou US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões) para a Fifa, enquanto a edição atual tem potencial para superar US$ 10 bilhões (R$ 51,4 bilhões) e se aproximar da projeção original de US$ 11 bilhões (R$ 56,5 bilhões).
Segundo ele, a escolha de Estados Unidos, Canadá e México ampliou significativamente o potencial econômico do torneio. “O mercado americano é a maior potência do marketing esportivo do mundo, enquanto México e Canadá também oferecem oportunidades relevantes para patrocinadores e para a expansão global da Copa”, destacou.
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De acordo com Somoggi, a Fifa nunca arrecadou tanto com patrocinadores quanto no atual ciclo da Copa do Mundo. O especialista ressalta que o interesse de grandes empresas pela América do Norte ajudou a impulsionar a comercialização das cotas. “Os patrocínios bateram recorde. Nunca a Fifa faturou tanto com patrocínios”, afirmou.
Ele observa que a entidade também foi beneficiada pela realização do Mundial de Clubes nos Estados Unidos. Segundo Somoggi, o torneio adicionou cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) às receitas da Fifa. “Com os dois eventos, a perspectiva é chegar a US$ 13 bilhões (R$ 66,8 bilhões)”, disse.
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Mesmo sendo uma entidade sem fins lucrativos, a Fifa deverá registrar um resultado expressivo. “A FIFA vai ter um lucro acima de US$ 4 bilhões (R$ 20,6 bilhões) com a Copa do Mundo”, afirmou.
Para o diretor da Sports Value, o crescimento das receitas também reflete uma tentativa da entidade de reduzir a distância em relação a outras propriedades esportivas globais.
“A Champions League hoje fatura mais do que a Copa do Mundo. A Fifa sabe que ainda fatura pouco em relação ao tamanho do potencial do evento”, disse.
Somoggi afirma que os valores investidos pelas grandes marcas vão muito além das cotas pagas à Fifa. Segundo ele, empresas costumam gastar múltiplas vezes o valor do patrocínio em campanhas publicitárias, ações promocionais e ativações ligadas ao torneio. “Uma marca como a Visa pode gastar até três vezes em ativação o valor que colocou no patrocínio”, afirmou.
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Na avaliação do especialista, a exposição proporcionada pela Copa do Mundo continua sendo única no mercado global. “Não há outra modalidade ou evento no mundo que supere a Copa do Mundo”, disse.
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Seguir no GoogleEle cita estudos que apontam que o torneio pode alcançar mais de 5 bilhões de pessoas em todo o planeta. No Brasil, pesquisas indicam que cerca de 80% da população acompanha a competição, mesmo em momentos de menor empolgação da torcida com a Seleção.
Segundo Somoggi, o principal benefício para as empresas está no fortalecimento da chamada qualidade percebida da marca. “Os eventos esportivos geram uma credibilidade muito forte para as marcas em relação aos concorrentes”, afirmou.
Para ele, o retorno do investimento depende diretamente da capacidade de transformar o patrocínio em experiências para o consumidor. “Mais importante do que patrocinar é ativar”, concluiu. “Se você coloca a sua marca lá e não cria ações complementares, dificilmente terá retorno.”
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