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Tarifaço: taxa combinada de 37,5% atinge 3,9 mil produtos brasileiros, avalia CNI

Publicado 26/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • Tarifa combinada de 37,5% atinge 3.985 produtos brasileiros e soma US$ 10,8 bilhões em vendas
  • Nova alíquota de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira e afeta 4.060 produtos brasileiros
  • Presidente da CNI defende intensificar negociação entre Brasil e Estados Unidos
Industria tarifaço

Divulgação

A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros passou a valer nesta sexta-feira (24) e amplia a pressão sobre a indústria brasileira. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a medida alcança US$ 12,4 bilhões em vendas brasileiras ao mercado americano, o equivalente a 29,4% de todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos e a 4.060 produtos.

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Maior parte dos produtos soma as duas tarifas

Ainda de acordo com a CNI, a maior parte dessas mercadorias vai enfrentar tarifas acumuladas. Assim, 80,7% das exportações impactadas pela nova medida, equivalentes a US$ 10,8 bilhões e 3.985 produtos, passam a somar a tarifa adicional de 25% já em vigor à nova alíquota, resultando em tarifa combinada de 37,5%.

Outros 13% das exportações, correspondentes a US$ 1,6 bilhão e 75 produtos, ficam sujeitos exclusivamente à nova alíquota de 12,5%. No total, segundo a entidade, 48,7% de todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos passam a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional.

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CNI defende intensificar diálogo com os EUA

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige intensificar as negociações entre os dois países e buscar medidas para reduzir os impactos sobre a indústria brasileira. “É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas. A CNI já está em diálogo com o governo e com os setores afetados para transformar essas discussões em ações concretas de curto prazo”, afirma Alban.

Seção 301 embasa decisão dos Estados Unidos

As investigações conduzidas pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 abrangem 60 dos principais parceiros comerciais do país, incluindo o Brasil. A decisão final do governo americano enquadra o Brasil, ao lado de outras 37 economias, entre os países que, na avaliação americana, não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Na avaliação da CNI, porém, os argumentos apresentados pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos para justificar a adoção de tarifas adicionais nos termos da Seção 301 não encontram respaldo na realidade brasileira. A entidade destaca que o Brasil possui um dos arcabouços legais mais modernos e abrangentes para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado ao longo das cadeias de suprimentos.

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