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Copa do Mundo deve impulsionar demanda por embalagens e favorecer setor de papel cartão

Publicado 16/06/2026 • 23:16 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A capacidade produtiva brasileira, estimada em 1,2 milhão de toneladas por ano, é considerada suficiente para atender o crescimento esperado do mercado sem pressionar preços.
  • Novas tecnologias e resinas biodegradáveis têm ampliado o uso do papel cartão em embalagens que antes dependiam do plástico, reforçando a tendência de soluções mais sustentáveis.
  • A Papiros projeta faturamento próximo de R$ 1 bilhão em 2026 e estima crescimento de 7% no consumo de embalagens para alimentos, impulsionado pelo delivery e pelo aumento do consumo doméstico durante a Copa.

A expectativa de aumento do consumo durante a Copa do Mundo deve impulsionar a demanda por embalagens para delivery e favorecer o mercado brasileiro de papel cartão. A avaliação é de Amando Varela, CEO e diretor comercial e de marketing da Papiros, que vê o torneio como um dos fatores por trás da expansão do setor em 2026.

Segundo o executivo, grandes eventos esportivos costumam estimular pedidos de refeições em casa, elevando a necessidade de embalagens específicas para alimentos. “As compras durante esses eventos esportivos grandes costumam alavancar o consumo em casa”, afirmou. Para atender essa demanda, a companhia tem investido em tecnologias que permitem a aplicação de barreiras contra óleo e gordura nas embalagens destinadas ao delivery.

De acordo com Varela, o mercado nacional de papel cartão deve alcançar 786 mil toneladas neste ano, mas a capacidade produtiva brasileira é suficiente para absorver esse crescimento. “A capacidade de produção de papel cartão no país é de 1,2 milhão de toneladas”, disse. Segundo ele, o excedente atualmente é destinado à exportação e pode ser redirecionado ao mercado interno caso a demanda aumente acima do esperado.

O executivo destacou ainda que o Brasil possui vantagens competitivas por ser um dos maiores produtores de celulose do mundo. “A matéria-prima é abundante aqui. As florestas são abundantes e o Brasil é um grande exportador de celulose”, afirmou.

Varela também apontou o avanço das soluções sustentáveis para substituir parte do plástico utilizado nas embalagens de alimentos. Segundo ele, novas resinas biodegradáveis já permitem o uso de papel cartão em aplicações que antes dependiam exclusivamente do plástico. “Bandejas de comida chinesa que têm bastante líquido e óleo podem ter o plástico substituído pelo papel cartão com aplicação de barreiras de resina”, explicou.

Atualmente, a Papiros detém cerca de 14% do mercado brasileiro de papel cartão para embalagens. O setor, no entanto, enfrenta concorrência crescente de produtos importados. “Hoje nós enfrentamos uma competição muito grande da importação de papel cartão da China, que se transformou rapidamente no maior fornecedor mundial de papel cartão”, afirmou.

Para 2026, a empresa projeta faturamento próximo de R$ 1 bilhão. Já o consumo de papel cartão deve crescer cerca de 3% em relação ao ano anterior, enquanto a demanda por embalagens para alimentos pode avançar 7%. “Estimamos o aumento do consumo de embalagens para alimentos em 7%, fruto desse momento de maior consumo em casa e do fortalecimento do delivery”, disse Varela.

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