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Teoria da conspiração no futebol: por que torcedores ligam marcas a decisões dentro de campo?
Publicado 26/06/2026 • 22:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/06/2026 • 22:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
Teoria da conspiração no futebol por que torcedores ligam marcas a decisões dentro de campo
Em meio a grandes campeonatos de futebol, discussões sobre escalações e escolhas de treinadores fazem parte do esporte há décadas. Quando um jogador estrelado fica de fora de uma parte importante, o assunto rapidamente sai do campo e passa a envolver interpretações sobre bastidores e interesses comerciais.
Esse é o caso de uma nova discussão envolvendo a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Em empate por 1 a 1 diante do Marrocos na primeira partida do Mundial, a equipe brasileira pareceu pouco inspirada no setor ofensivo. Entretanto, apesar de contar com grandes jogadores, o banco da seleção brasileira oferece ao time um futuro da geração.
O atacante Endrick, uma das esperanças do Brasil, sequer foi utilizado no primeiro jogo do Mundial da FIFA, mesmo durante um período de desespero da seleção, o que alimenta outras ocasiões envolvendo o mesmo jogador.
Mesmo após marcar o gol da vitória sobre o Egito no último amistoso antes do Mundial e de manter um destaque na seleção em outros jogos, Endrick não entrou em campo na estreia do Brasil.
Com isso, o treinador Carlo Ancelotti escolheu Igor Thiago entre os titulares e utilizou Matheus Cunha e Luiz Henrique ao longo da partida, enquanto o atacante permaneceu no banco durante os 90 minutos.
Vale lembrar que o jovem atacante do Real Madrid chegou a ser descartado por Ancelotti antes da convocação oficial. Na época, milhares de torcedores apontavam o atleta como uma das estrelas do elenco brasileiro.
Questionado sobre a decisão, o treinador evitou comentar situações individuais e preferiu analisar o desempenho coletivo da equipe. Ainda assim, parte dos torcedores passou a buscar explicações para entender a ausência do jogador.
Nas redes sociais, cresceu a teoria de que o espaço reduzido para Endrick teria relação com o fato de o atacante ser um dos principais nomes da New Balance no futebol mundial.

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Siga o Times | CNBCO jogador recusou propostas financeiramente maiores de concorrentes para assumir um papel global na marca e assinou um contrato de longo prazo que inclui participação nos resultados da própria linha de produtos em um modelo frequentemente comparado ao acordo histórico entre Michael Jordan e a Nike.
Apesar de ser uma teoria entre torcedores, muitos acreditam que a seleção brasileira vem passando por um processo de escolha entre empresários e marcas. De modo geral, nos últimos anos os amantes da Seleção Brasileira entendem que muitos jogadores que vestiram a amarelinha chegaram ao time em meio a forte pressão de empresários e marcas esportivas.
Apesar disso, a relação entre Endrick e Ancelotti mantém casos semelhantes desde a época do Real Madrid. O jogador revelado no Palmeiras chegou ao clube merengue sob forte expectativa dos torcedores espanhóis.
Entretanto, desde a sua chegada, Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid na época, não demonstrou interesse no jogador, que mais tarde, foi emprestado ao Lyon, da França.

Leia também: Copa do Mundo 2026: quem é o jogador mais caro da Seleção Brasileira
A repercussão do caso também trouxe de volta um tema antigo envolvendo o peso comercial das fornecedoras esportivas dentro da seleção brasileira. Em 1996 ganhou repercussão um contrato entre Nike e CBF que incluía obrigações relacionadas à realização de amistosos, escolha de adversários e utilização de jogadores considerados titulares.
Desde então, esse episódio continua aparecendo em momentos de maior pressão sobre decisões esportivas. Atualmente, não existe qualquer cláusula pública semelhante nem evidência de interferência de patrocinadores em escalações ou decisões da comissão técnica.
Mesmo assim, torcedores apontam que a forte presença de atletas ligados a marcas como Nike, Adidas e Puma mantém vivo o debate sobre o peso comercial no futebol de elite.
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