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Negócios em Jogo: Copa do Mundo mostra força da Fifa sobre marcas e abre disputa por naming rights, diz Cacá Bueno

Publicado 23/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Cacá Bueno comenta que a Fifa prioriza patrocinadores globais e bloqueia naming rights de estádios durante a Copa.
  • Segundo ele, 15 dos 16 estádios do Mundial têm contratos de naming rights.
  • Levi’s transformou a obrigação de cobrir sua marca no estádio em uma ação de marketing com lojas cobertas por panos brancos.

A Copa do Mundo 2026 mostra a força comercial da Fifa sobre a exposição de marcas e reacende o debate sobre naming rights em grandes eventos esportivos, avaliou Cacá Bueno piloto e comentarista do quadro Negócios em Jogo, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Durante o Mundial, arenas que normalmente carregam nomes de empresas patrocinadoras precisam adotar denominações neutras, sem referência comercial. A regra faz parte da estratégia da Fifa para proteger seus patrocinadores globais e controlar a exposição de marcas nos estádios.

“Normal, tradicional. A Fifa sempre fez isso e dá maior prioridade às suas marcas patrocinantes durante toda a temporada”, afirmou Bueno.

Segundo ele, 15 dos 16 estádios da Copa têm naming rights vendidos e tiveram as marcas cobertas ou retiradas da comunicação oficial durante o torneio.

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Levi’s transforma restrição em campanha

Bueno destacou o caso da Levi’s, que teve sua marca coberta no estádio durante a Copa, mas usou a restrição como ação de marketing.

A empresa cobriu lojas em diferentes países com panos brancos, em referência à cobertura aplicada ao estádio, e explorou a ideia de que a marca continuaria reconhecível mesmo sem o logotipo visível.

“A Levi’s acabou usando isso como marketing pessoal dela, dizendo que a marca dela todo mundo reconhece”, afirmou.

Para o comentarista, a campanha transformou uma limitação imposta pela Fifa em exposição espontânea para a empresa.

“Em vez de esconder e jogar o pano branco sobre o assunto, jogou o pano branco sobre a marca, trouxe o assunto à tona e fez com que as pessoas comentassem isso ao redor do mundo”, disse.

Fifa protege patrocinadores globais

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Na avaliação de Bueno, a decisão da Fifa é esperada porque marcas globais pagam valores elevados para aparecer oficialmente na Copa do Mundo.

“Várias marcas gastam fortunas globais para estar numa Copa do Mundo”, afirmou.

Segundo ele, a restrição não é nova, mas ganhou mais destaque porque os Estados Unidos têm uma cultura forte de naming rights em arenas esportivas. O mesmo deve voltar a ocorrer em próximos Mundiais, especialmente em países onde esse modelo comercial também avançou.

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Oportunidade para o Brasil

Bueno afirmou que o tema também expõe uma oportunidade de negócio para clubes e arenas no Brasil.

Segundo ele, enquanto naming rights são comuns em mercados como Estados Unidos e Europa, o modelo ainda é pouco explorado no futebol brasileiro.

“Nos Estados Unidos, 15 dos 16 estádios têm naming rights. No Brasil, apenas seis dos 20 da Série A têm naming rights, e na Série B só três de 20”, afirmou.

Entre os exemplos mais conhecidos no Brasil, Bueno citou o Morumbis e arenas como as de Palmeiras, Corinthians e Santos.

Para o comentarista, a baixa adesão mostra que ainda há espaço para clubes brasileiros monetizarem melhor seus estádios.

“É uma oportunidade de negócio”, disse.

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