Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Negócios em Jogo: Copa do Mundo mostra força da Fifa sobre marcas e abre disputa por naming rights, diz Cacá Bueno
Publicado 23/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
GM fecha acordo de até US$ 4,5 bilhões para aquisição de peças, visando evitar problemas na cadeia de suprimentos
Poder computacional da IA está se tornando uma classe de ativos negociáveis
Brad Lightcap, executivo de longa data da OpenAI, deixa o cargo em meio à reestruturação do laboratório de IA
Petróleo dos EUA supera US$ 83 por barril após Irã dizer que Estreito de Ormuz não será reaberto até que condições sejam atendidas
EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Publicado 23/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Copa do Mundo 2026 mostra a força comercial da Fifa sobre a exposição de marcas e reacende o debate sobre naming rights em grandes eventos esportivos, avaliou Cacá Bueno piloto e comentarista do quadro Negócios em Jogo, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Durante o Mundial, arenas que normalmente carregam nomes de empresas patrocinadoras precisam adotar denominações neutras, sem referência comercial. A regra faz parte da estratégia da Fifa para proteger seus patrocinadores globais e controlar a exposição de marcas nos estádios.
“Normal, tradicional. A Fifa sempre fez isso e dá maior prioridade às suas marcas patrocinantes durante toda a temporada”, afirmou Bueno.
Segundo ele, 15 dos 16 estádios da Copa têm naming rights vendidos e tiveram as marcas cobertas ou retiradas da comunicação oficial durante o torneio.
Leia também: Copa de 2026 bate recorde e alcança 100 gols mais rápido em 68 anos: o que explica a marca?
Bueno destacou o caso da Levi’s, que teve sua marca coberta no estádio durante a Copa, mas usou a restrição como ação de marketing.
A empresa cobriu lojas em diferentes países com panos brancos, em referência à cobertura aplicada ao estádio, e explorou a ideia de que a marca continuaria reconhecível mesmo sem o logotipo visível.
“A Levi’s acabou usando isso como marketing pessoal dela, dizendo que a marca dela todo mundo reconhece”, afirmou.
Para o comentarista, a campanha transformou uma limitação imposta pela Fifa em exposição espontânea para a empresa.
“Em vez de esconder e jogar o pano branco sobre o assunto, jogou o pano branco sobre a marca, trouxe o assunto à tona e fez com que as pessoas comentassem isso ao redor do mundo”, disse.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa avaliação de Bueno, a decisão da Fifa é esperada porque marcas globais pagam valores elevados para aparecer oficialmente na Copa do Mundo.
“Várias marcas gastam fortunas globais para estar numa Copa do Mundo”, afirmou.
Segundo ele, a restrição não é nova, mas ganhou mais destaque porque os Estados Unidos têm uma cultura forte de naming rights em arenas esportivas. O mesmo deve voltar a ocorrer em próximos Mundiais, especialmente em países onde esse modelo comercial também avançou.
Leia também: Streaming gratuito e plataformas digitais redesenham a disputa pelos direitos esportivos
Bueno afirmou que o tema também expõe uma oportunidade de negócio para clubes e arenas no Brasil.
Segundo ele, enquanto naming rights são comuns em mercados como Estados Unidos e Europa, o modelo ainda é pouco explorado no futebol brasileiro.
“Nos Estados Unidos, 15 dos 16 estádios têm naming rights. No Brasil, apenas seis dos 20 da Série A têm naming rights, e na Série B só três de 20”, afirmou.
Entre os exemplos mais conhecidos no Brasil, Bueno citou o Morumbis e arenas como as de Palmeiras, Corinthians e Santos.
Para o comentarista, a baixa adesão mostra que ainda há espaço para clubes brasileiros monetizarem melhor seus estádios.
“É uma oportunidade de negócio”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas