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Quem realmente lucra com a Copa do Mundo 2026 e quem pode sair no prejuízo? Veja os impactos
Publicado 09/02/2026 • 10:26 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 09/02/2026 • 10:26 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Divulgação: Fifa
Quem realmente lucra com a Copa do Mundo 2026 e quem pode sair no prejuízo? Veja os impactos
A Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, deve mexer com o comportamento do consumidor brasileiro e provocar efeitos desiguais no varejo.
Uma análise realizada e divulgada pelo Santander, em janeiro, aponta que, apesar do aumento pontual da demanda em alguns setores, o evento tende a pesar negativamente sobre as vendas totais, sobretudo no comércio físico.
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A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções e terá duração ampliada. O campeão precisará disputar oito partidas, uma a mais do que nas edições anteriores.
Segundo a análise, essa combinação de mais jogos e mais dias de competição tende a intensificar os impactos econômicos, sobre especialmente o varejo.
O banco analisou o desempenho histórico de diferentes segmentos nas últimas cinco Copas do Mundo e identificou um padrão recorrente. Os meses que antecedem o torneio costumam registrar crescimento anual mais fraco em comparação com a média do ano.
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Para os analistas, isso indica que o evento, embora mobilize o consumo em áreas específicas, acaba desviando atenção e gastos de outras categorias.
Entre os principais beneficiados está o Grupo SBF, responsável pela operação da Nike no Brasil, a expectativa é de forte demanda por camisas da seleção brasileira e produtos ligados ao futebol.
A empresa planeja encomendar cerca de 850 mil camisas, volume superior ao da Copa anterior, o que sustenta a projeção de um incremento relevante de receita em 2026.
O comércio de eletrônicos também aparece entre os vencedores. Grandes eventos esportivos costumam estimular a troca e o upgrade de televisores e eletrodomésticos, criando um efeito semelhante ao de uma Black Friday adicional.
Nesse cenário, varejistas como Casas Bahia e Magazine Luiza devem registrar um mês extra de vendas concentrado no período do torneio.
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O Mercado Livre tende a se beneficiar em duas frentes, a primeira é o ganho de participação no mercado de bens duráveis, impulsionado pela parceria com a Casas Bahia, especialmente na venda de TVs.
A segunda é a migração temporária do consumo do físico para o digital durante os jogos, reforçada por ações promocionais integradas às transmissões esportivas.
Outras empresas também podem surfar a onda da Copa. A Vulcabras, dona da marca Mizuno, pode ganhar visibilidade com a exposição de chuteiras usadas por atletas, o que funciona como vitrine espontânea durante as partidas.
O Arcos Dorados, operador do McDonald’s na América Latina, aposta em cardápios temáticos e edições limitadas inspiradas nos países participantes para sustentar o fluxo de clientes.
Já a CVC pode se beneficiar do aumento da procura por viagens internacionais aos países-sede do torneio.
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Se alguns segmentos comemoram, outros tendem a enfrentar dificuldades. O varejo de vestuário é apontado como o mais impactado negativamente.
Redes como C&A, Guararapes, Lojas Renner e a AZZAS devem sentir a redução do tráfego em lojas físicas nos dias de jogos, especialmente por atuarem em categorias discricionárias e altamente dependentes do consumo presencial.
No setor farmacêutico, redes como RD Saúde e Pague Menos também podem registrar queda no fluxo em dias de partidas, embora o impacto seja considerado limitado, já que se trata de consumo essencial e menos adiável.
Os supermercados devem atravessar a Copa com efeitos mais moderados. Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar tendem a sofrer menos com a redução de visitas, compensando parte do impacto com o aumento da demanda por itens específicos, como carnes para churrasco, snacks e bebidas alcoólicas, especialmente cerveja.
| Quem ganha | Quem perde |
|---|---|
| Grupo SBF (Nike Brasil) | C&A |
| Mercado Livre | Guararapes |
| Casas Bahia | Lojas Renner |
| Magazine Luiza | AZZAS |
| Vulcabras (Mizuno) | RD Saúde |
| Arcos Dorados (McDonald’s) | Pague Menos |
| CVC | — |
| Supermercados (itens de Copa) | — |
Um fator que pode suavizar os efeitos negativos é o fuso horário. A maioria dos jogos está prevista para acontecer à noite no horário de Brasília, por volta das 19h e 22h, o que reduz a interferência direta no funcionamento do comércio durante o expediente.
Ainda assim, o desempenho do varejo pode variar conforme a trajetória da seleção brasileira. Dependendo da posição na fase de grupos, a distribuição dos jogos entre fins de semana e dias úteis muda, alterando o impacto sobre o fluxo de consumidores nas lojas.
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A Copa do Mundo de 2026 não representa um impulso generalizado para o varejo brasileiro. O evento cria vencedores bem definidos, ligados ao futebol, ao consumo doméstico e ao comércio digital.
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