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Guitarra usada por George Michael é vendida por cerca de R$ 1,2 milhão em leilão contestado pela família

Publicado 30/10/2026 • 16:21 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Uma coleção de objetos relacionados a George Michael reúne peças históricas, fotografias, documentos e lembranças dos bastidores da carreira do cantor.
  • A venda gerou indignação entre os familiares de Siobhan Bailey, assistente que acompanhou o artista por mais de 20 anos, levantando questionamentos sobre privacidade e o destino de seus pertences.
  • A realização do leilão abriu um conflito entre os familiares e os responsáveis pela comercialização dos itens, envolvendo questões de herança, propriedade e respeito à memória de Siobhan.

Credit : Sean Gallup/Getty

Um conjunto de objetos pessoais ligados a George Michael foi colocado à venda em um leilão que provocou indignação entre familiares de uma antiga colaboradora do cantor. Batizado de “Faith & Fame: A Personal George Michael Collection”, o evento reuniu fotografias, documentos, lembranças de turnês e outros itens que pertenciam a Siobhan Bailey, assistente que trabalhou com o artista por mais de duas décadas.

Entre as peças de maior destaque estava a guitarra utilizada por George Michael no videoclipe de “Faith”, um dos trabalhos mais conhecidos de sua carreira. O instrumento foi arrematado por mais de US$ 240 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,2 milhão. A venda foi realizada pela casa de leilões Sworders, responsável pela organização da coleção.

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Além da guitarra, o catálogo incluiu registros fotográficos feitos pela própria Bailey, anotações particulares do cantor, diários de turnê e um convite para a comemoração dos 21 anos de Andrew Ridgeley, integrante do Wham!. A Sworders apresentou o conjunto como um arquivo fotográfico íntimo do acervo pessoal de Siobhan.

Venda provoca reação dos familiares de Siobhan Bailey

A comercialização dos objetos foi duramente criticada por Gerard Bailey, irmão de Siobhan. Ele considera a iniciativa uma invasão de privacidade e classificou o leilão como “totalmente antiético”.

Siobhan morreu em 2014, aos 56 anos, por causas naturais. Na ocasião, não havia registro de um testamento, e seus pertences foram legalmente transferidos para Ian Belcher, seu então marido, de quem estava em processo de separação. Doze anos depois, Belcher decidiu disponibilizar a coleção para venda, em parceria com a Sworders.

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Segundo Gerard, a irmã tinha outros planos para o destino dos objetos e pretendia deixá-los para seus sobrinhos e sobrinhas. Ele acredita que Siobhan ficaria profundamente abalada ao descobrir que seus registros pessoais e lembranças de tantos anos de trabalho com George Michael seriam expostos e comercializados publicamente.

Em declaração à BBC, repercutida pela revista People, Gerard também demonstrou insatisfação com a utilização do nome da irmã na divulgação do evento.

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“Usar o nome da minha irmã indevidamente é, francamente, desonroso”, afirmou. Ele acrescentou que Siobhan tinha orgulho dos discos de ouro e platina personalizados que recebeu ao longo da carreira, embora fosse uma pessoa bastante discreta. Para ele, ela nunca teria autorizado a realização do leilão.

Antes da realização do evento, os familiares tentaram encontrar maneiras de impedir a venda dos objetos ou, ao menos, retirar o nome de Siobhan dos materiais de divulgação. As solicitações, porém, não impediram que o leilão acontecesse.

A Sworders manteve sua decisão com base na documentação de propriedade dos itens. A empresa argumentou que a titularidade legal dos objetos estava devidamente estabelecida, permitindo que a venda fosse realizada. O caso reacendeu a discussão sobre a exposição e a comercialização de pertences pessoais de pessoas falecidas, especialmente quando familiares contestam o destino dado a esses objetos e a divulgação de registros privados.

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