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Buenos Aires negocia volta de GP da Fórmula 1 em contrato de cinco anos

Publicado 06/11/2026 • 15:47 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Jorge Macri se reuniu com Stefano Domenicali em Interlagos para negociar a volta da Fórmula 1 a Buenos Aires por pelo menos cinco anos.
  • A capital argentina trabalha com uma janela entre 2029 e 2030, mas afirma que o autódromo poderá estar preparado antes, se necessário.
  • O organizador do GP de São Paulo vê dificuldade em ampliar o calendário atual e avalia que a Argentina exigiria a saída de outra prova.

Foto: Getty Images

Largada do GP da Argentina, em 1998

A tentativa de recolocar a Argentina no calendário da Fórmula 1 levou o prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nesta sexta-feira (6). Ele se reuniu pela primeira vez pessoalmente com Stefano Domenicali, presidente e CEO da categoria, para discutir um acordo de pelo menos cinco anos para a realização de um Grande Prêmio na capital argentina.

Macri chegou a São Paulo na quinta-feira (5) acompanhado de uma delegação do governo portenho. Na reunião, que durou cerca de 40 minutos, também participaram o secretário de Esportes, Fabián Turnes, e o chefe de gabinete, Gabriel Sánchez Zinny. O projeto prevê a volta das corridas ao Autódromo Oscar y Juan Gálvez.

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A negociação ainda não tem data definida para se transformar em contrato. A principal janela discutida para o retorno da prova é 2029 ou 2030, embora o prefeito sustente que a cidade poderá disponibilizar o circuito antes, caso a organização da F1 considere necessário.

Retorno ainda depende de calendário e reformas

“Essa é a janela de oportunidade, mas quero ser muito cauteloso porque muitas pessoas estão criando expectativas, e o importante aqui é ter certeza”, ponderou Jorge Macri ao comentar o horizonte das negociações.

O chefe de governo disse que Buenos Aires estaria pronta até mesmo para uma eventual antecipação a 2027. A hipótese de mudanças no calendário devido aos conflitos no Oriente Médio foi mencionada, mas sem discussão aprofundada.

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“Foi algo bem superficial, pois essas são prerrogativas da Fórmula 1, e são eles quem decidem. Buenos Aires estará pronta”, ressaltou Macri, sem apresentar a antecipação como uma decisão já tomada.

Autódromo precisa atender às exigências da F1

O ponto central da proposta é a modernização do Autódromo Oscar y Juan Gálvez. Segundo Macri, o projeto de reforma passou a incorporar requisitos específicos da Fórmula 1, desde alterações no traçado até melhorias de infraestrutura e segurança.

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“É preciso trabalhar no desenho da pista e na infraestrutura — desde os paddocks até a segurança exigida pela Fórmula 1 —, por isso realizamos esse upgrade. O primeiro passo é concluir a obra da maneira correta”, detalhou o prefeito. Ele afirmou que os serviços seguem um cronograma ligeiramente adiantado, importante diante de possíveis problemas climáticos no verão.

Além das exigências técnicas, a cidade enfrenta o desafio de financiar a corrida e sustentar o contrato no longo prazo. Macri reconheceu a concorrência de países com maior capacidade de investimento, mas defendeu a viabilidade da candidatura argentina.

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“Não é fácil competir com países que possuem estruturas financeiras muito poderosas, mas acredito que temos condições de oferecer à Fórmula 1 a segurança de que ela precisa para um contrato de longo prazo”, declarou.

Disputa por vagas no calendário

A possível entrada da Argentina também suscita dúvidas sobre o espaço disponível no calendário. Em conversa com o Estadão, Alan Adler, CEO do GP de São Paulo, considerou difícil acrescentar uma nova etapa sem retirar outra corrida.

“Acho muito difícil se somar. É uma decisão da Fórmula 1. No MotoGP encaixa Argentina e Goiânia, mas na F1 não vejo eles colocando uma 25ª corrida. Se quiserem levar para a Argentina, alguém terá de sair do calendário”, avaliou Adler.

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O executivo destacou ainda a estratégia da F1 de regionalizar etapas por razões logísticas e de sustentabilidade. Citou a expectativa sobre um possível GP na África até 2030 e os prazos contratuais de outras provas, como Austin, renovada até 2034, e México, com acordo até 2028, como partes da disputa por vagas.

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