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Clearlake compra ações de Todd Boehly e assume controle total do Chelsea em negócio de 5,8 bilhões de euros

Publicado 17/09/2026 • 16:37 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Clearlake Capital assume o controle total do Chelsea após comprar as participações de Todd Boehly e Mark Walter.
  • Todd Boehly deixa a presidência do Chelsea após quatro anos à frente do clube, encerrando o modelo de gestão compartilhada iniciado em 2022.
  • A nova gestão mantém a estratégia do clube, enquanto enfrenta desafios financeiros e decisões importantes sobre investimentos, desempenho esportivo e o futuro de Stamford Bridge.

Site oficial ChelseaFC

O Chelsea terá uma nova configuração em sua estrutura de propriedade. A Clearlake Capital, grupo americano de investimentos que já era o principal acionista do clube, chegou a um acordo para adquirir as participações de Todd Boehly e Mark Walter e passará a ter o controle total do Chelsea.

A negociação envolve cerca de 25% das ações e avalia o clube em aproximadamente 5,8 bilhões de euros (R$ 34,3 bilhões), incluindo dívidas. Com a conclusão da operação, Todd Boehly deixará a presidência do clube, cargo que ocupava desde a aquisição do Chelsea, em 2022.

A mudança encerra o modelo de gestão compartilhada que comandou o clube londrino nos últimos quatro anos. Na época da compra, Boehly e a Clearlake lideraram o grupo responsável pela aquisição do Chelsea, que também contava com Mark Walter e o empresário suíço Hansjörg Wyss.

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Todd Boehly não continuará à frente da presidência do Chelsea após a transferência de suas ações. O empresário americano agradeceu aos funcionários, jogadores, treinadores e torcedores pelo período em que esteve no comando e afirmou estar confiante no futuro do clube sob a liderança da Clearlake.

Durante sua gestão, o Chelsea passou por uma profunda transformação, especialmente no mercado de transferências. O clube investiu valores elevados na contratação de jogadores, com foco principalmente em atletas jovens e contratos de longa duração.

A administração também destinou recursos para as equipes masculina e feminina, categorias de base, centro de treinamento de Cobham, departamento médico e estrutura de desenvolvimento de jogadores. Apesar da saída de Boehly, a Clearlake afirmou que pretende manter a estratégia construída desde 2022. Segundo o grupo, os investimentos em infraestrutura, desempenho esportivo e formação de atletas continuarão entre as prioridades.

O Chelsea informou que a alteração no controle acionário não provocará mudanças nas operações diárias, na liderança ou na estratégia estabelecida para o clube.

Hansjörg Wyss continuará fazendo parte da estrutura societária e terá sua participação ampliada para cerca de 13,5%. A Clearlake, que já possuía aproximadamente 61,5% das ações, passa agora a concentrar o controle do Chelsea. O grupo também está ligado ao Strasbourg, da França, que faz parte da estrutura multiclubes administrada pelos proprietários.

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A gestão iniciada em 2022 foi marcada por investimentos significativos no futebol. O Chelsea gastou centenas de milhões de libras em contratações e adotou uma política baseada na aquisição de jogadores jovens e na assinatura de contratos extensos.

Dentro de campo, o período também trouxe conquistas importantes. O clube venceu a Conference League e a Copa do Mundo de Clubes da Fifa, além de voltar a disputar a Champions League. O investimento não ficou restrito ao time masculino. O Chelsea também destinou recursos para o futebol feminino, para as categorias de base e para a modernização de suas estruturas de treinamento e suporte aos atletas.

Prejuízo ultrapassa 260 milhões de libras

Apesar dos investimentos e dos títulos conquistados, a situação financeira do Chelsea também chamou atenção durante o período. O clube registrou um prejuízo antes dos impostos de £ 262,4 milhões (R$ 1,81 bilhão) na temporada 2024/25, resultado que representou um dos maiores déficits já registrados na história da Premier League.

Ao mesmo tempo, a receita do clube alcançou aproximadamente £ 490,9 milhões (R$ 3,38 bilhões) no período. A diferença entre receitas e despesas foi influenciada pelos elevados custos relacionados ao futebol, incluindo salários, contratações e outros investimentos realizados pelo clube.

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Um dos assuntos que gerou divergências dentro da antiga estrutura de comando foi o futuro de Stamford Bridge.

A discussão envolve a possibilidade de reformar o atual estádio ou buscar uma alternativa para ampliar a capacidade e modernizar a estrutura. O tema se tornou um dos principais pontos estratégicos para o futuro do Chelsea, principalmente diante da necessidade de aumentar as receitas comerciais e de jogos.

A saída de Boehly encerra, portanto, uma fase de gestão compartilhada e abre um novo capítulo na história recente do Chelsea. Com o controle concentrado nas mãos da Clearlake Capital, o grupo passa a ter responsabilidade direta pelas próximas decisões envolvendo o clube, desde investimentos no futebol até projetos de infraestrutura e o futuro de Stamford Bridge.

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