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Clubes europeus ampliam presença no Brasil e transformam audiência em negócios
Publicado 17/09/2026 • 15:17 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 15:17 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Brasil se tornou um mercado estratégico para os grandes clubes europeus, que ampliam a presença digital no país para conquistar torcedores, atrair marcas e desenvolver novas fontes de receita. A estratégia envolve conteúdo em português, uso de referências da cultura brasileira, produtos licenciados, escolinhas e parcerias comerciais.
Em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, explicou que o movimento dos clubes europeus no mercado brasileiro ganhou força nos últimos anos. Segundo ele, a população online do país chega a 185 milhões de pessoas, das quais cerca de 45% acompanham esportes, o equivalente a 83 milhões de consumidores.
“O Brasil tem uma população online total estimada em 185 milhões de pessoas. Segundo pesquisas, 45% dessa população acompanha esporte. Então, a gente está falando de 83 milhões de pessoas no Brasil que acompanham digitalmente o esporte”, afirmou Vasconcellos.
Para alcançar esse público, os clubes passaram a adaptar suas estratégias ao comportamento do consumidor brasileiro. Conteúdos em português, memes, músicas nacionais e referências culturais são utilizados para aumentar o alcance das publicações.
Segundo Vasconcellos, essa adaptação também é considerada pelos algoritmos das plataformas digitais. “Usar os símbolos brasileiros da nossa cultura, do nosso meme e até na nossa língua, é uma forma de você ativar aquele canal na audiência brasileira”, explicou.
Entre os clubes que utilizam essa estratégia, o executivo destacou equipes da Premier League, como Chelsea, Tottenham, Manchester United, Manchester City, Arsenal e Liverpool. Barcelona e Real Madrid também aparecem entre as marcas europeias com forte presença no Brasil.
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Siga o Times | CNBCA expansão digital não se limita ao aumento de seguidores. Os clubes utilizam essa audiência para entregar valor a patrocinadores e também desenvolver negócios diretamente no mercado brasileiro.
“Então, o clube monetiza basicamente com as marcas, entregando visibilidade nas redes, mas também ele pode monetizar diretamente no país”, disse Vasconcellos. Ele citou como exemplos as escolinhas de futebol e os produtos licenciados distribuídos no varejo brasileiro.
A presença de atletas brasileiros também pode funcionar como instrumento de expansão. Segundo o executivo, jogadores como João Pedro podem contribuir para aproximar clubes europeus de públicos mais jovens no país, já que a identificação com o atleta pode se transformar em interesse pela equipe.
O movimento de internacionalização também cria oportunidades para empresas brasileiras. Produtos licenciados de clubes europeus vendidos no país envolvem companhias nacionais responsáveis por produzir e distribuir itens como cadernos, canetas, canecas e camisas.
Vasconcellos destacou que essa cadeia pode gerar empregos e movimentar diferentes setores da economia brasileira. “Você tem toda uma cadeia local que pode se alimentar com essas licenças de marca”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o executivo avalia que os clubes brasileiros podem aplicar estratégia semelhante no exterior. Para isso, seria necessário ampliar a distribuição internacional dos conteúdos e trabalhar de forma integrada os direitos de transmissão.
“A mesma coisa que os europeus fizeram aqui, a gente precisa passar a fazer melhor lá fora”, disse Vasconcellos. Segundo ele, o Brasil já avançou na venda de direitos internacionais, mas a construção de uma marca global exige um processo de longo prazo.
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