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Federações europeias pedem mudanças na Super Data Fifa e classificam formato como “desastre”

Publicado 09/10/2026 • 20:43 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Federações europeias pressionam a Uefa para rever o formato da Super Data Fifa, criticado pelo excesso de partidas e pelo desgaste físico dos jogadores.
  • O aumento das lesões e as dificuldades financeiras para organizar jogos em um intervalo curto estão entre as principais preocupações das entidades.
  • Diversas federações defendem o retorno ao modelo anterior de cinco janelas internacionais por temporada, embora o calendário atual esteja definido até 2030.

AFP

As federações europeias de futebol estão pressionando a Uefa para rever o formato da chamada Super Data Fifa. A janela internacional, que teve duração de 16 dias e reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações, gerou críticas pelo elevado número de jogos e pelo desgaste físico dos atletas. Entre os jogadores que sofreram baixas durante o período estão Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais insatisfações está relacionada à concentração de partidas em um intervalo mais longo. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, compromissos que normalmente eram distribuídos em uma janela de 11 dias. A mudança foi aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023 e unificou os períodos de setembro e outubro com o objetivo de diminuir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. No entanto, o novo modelo acabou provocando descontentamento entre clubes e federações.

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A resistência ao formato ficou evidente durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada na quinta-feira, 8, em Berlim. De acordo com o The Guardian, as críticas foram quase unânimes, com diversos dirigentes questionando a viabilidade do calendário. Um dos presidentes de federação classificou a experiência como “um desastre”, enquanto outros participantes consideraram o modelo “inviável”. Entre os representantes contrários à mudança estavam Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), e Mark Bullingham, diretor executivo da entidade.

O aumento da preocupação com lesões foi outro fator determinante para as críticas. Além das baixas registradas após os compromissos internacionais, federações com elencos mais limitados temem enfrentar dificuldades para preservar seus principais jogadores durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode gerar desequilíbrios na Liga das Nações, já que seleções com mais opções no elenco conseguem realizar substituições com menor impacto no desempenho.

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As questões financeiras também entraram no debate. Algumas federações relataram dificuldades para promover os jogos e comercializar ingressos, especialmente pela concentração de duas partidas como mandante em um período reduzido. A receita obtida com os confrontos das seleções é uma fonte importante de financiamento para essas entidades, o que aumenta a preocupação com possíveis perdas comerciais.

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Diante do cenário, diversas associações defenderam a retomada do modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Uma eventual mudança, entretanto, enfrenta obstáculos, já que o calendário internacional está definido até 2030. O debate acontece ainda em meio a divergências entre Uefa e Fifa sobre diferentes aspectos da organização do futebol mundial.

Apesar das críticas predominantes, alguns dirigentes reconheceram vantagens na janela ampliada, principalmente pelo tempo adicional disponível para que os treinadores trabalhem com os jogadores convocados. Ainda assim, a pressão das federações deve levar a Uefa a discutir com a Fifa possíveis ajustes no formato, diante da insatisfação demonstrada durante a reunião em Berlim.

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