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Gramado híbrido: CEO da World Sports explica tecnologia que já chegou aos grandes estádios
Publicado 16/09/2026 • 14:53 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/09/2026 • 14:53 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A adoção de gramados híbridos vem crescendo no futebol brasileiro e pode mudar também a forma como os estádios são utilizados. A tecnologia combina grama natural com fibras sintéticas para reforçar o campo, permitindo maior resistência ao uso e melhores condições de jogo ao longo da temporada.
Em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Roberto Gomide, CEO da World Sports, explicou que o gramado híbrido não substitui a grama natural. “Você joga em gramado natural. Todas essas fibras que são injetadas são milhões de fibras que vão por campo, elas servem para dar uma segurada na parte das raízes”, afirmou.
Segundo Gomide, as fibras representam cerca de 5% da composição do gramado e funcionam como um sistema de reforço. A tecnologia já está presente em grandes competições e, de acordo com o executivo, é utilizada nos estádios da Premier League. No Brasil, o gramado do Corinthians se tornou uma referência e o Maracanã deverá adotar o sistema a partir do próximo ano.
Um dos principais benefícios apontados pelo executivo é a maior estabilidade do campo diante do uso intenso. A estrutura reforçada reduz a formação de buracos e ajuda o gramado a suportar uma sequência maior de partidas.
“Ela ajuda a deixar o gramado mais estável, o sistema de reforço. E é por isso que a FIFA obrigou hoje a qualquer torneio FIFA mundial ter obrigatoriamente o reforço do gramado híbrido”, explicou Gomide.
O sistema também pode ser utilizado como resposta às condições climáticas. O calendário brasileiro exige utilização praticamente durante todo o ano, enquanto o período disponível para recuperação dos campos é menor do que na Europa.
“Na Europa mais ou menos você tem 60 dias todo ano para refazer o gramado. Aqui, quando a gente tem, você tem 10, 15 dias”, disse.
Leia também: MP denuncia presidente do Corinthians por suposto uso irregular de recursos do clube
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Siga o Times | CNBCAlém da questão esportiva, a tecnologia pode ampliar a utilização dos estádios como arenas multiuso. Com um campo mais resistente, os espaços podem receber uma quantidade maior de partidas e outros eventos ao longo do ano, aumentando as possibilidades de exploração comercial.
Gomide também destacou que o investimento precisa ser analisado em relação aos custos de operação dos clubes. Segundo ele, a aplicação da fibra custa entre US$ 280 mil e US$ 300 mil.
“Não vou dizer que é pouco dinheiro, muito, muito pelo contrário, mas no universo dos clubes, por isso que é quase irrelevante para você ter uma performance e ganho efetivo dentro de campo”, afirmou.
O executivo também citou estudos sobre lesões e afirmou que não há diferença significativa nos índices quando comparados gramados sintéticos e naturais. No caso do sistema híbrido, a estrutura tem como objetivo reforçar o campo natural e garantir condições de jogo mais estáveis.
A World Sports prevê uma expansão da tecnologia no país. Segundo Gomide, a expectativa é chegar a entre 10 e 12 gramados híbridos até o fim do próximo ano.
A empresa também fechou uma parceria com a empresa europeia CPITS para trazer máquinas utilizadas na instalação e manutenção desse tipo de campo. Os equipamentos devem chegar ao Brasil no fim de setembro.
Com o avanço da tecnologia, o gramado híbrido passa a integrar não apenas a infraestrutura esportiva, mas também o planejamento de utilização e exploração comercial dos estádios brasileiros.
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