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Petrobras assume naming rights e impulsiona busca por novos patrocinadores na Brasil Ladies Cup
Publicado 22/09/2026 • 14:37 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 22/09/2026 • 14:37 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A entrada da Petrobras como detentora dos naming rights da Brasil Ladies Cup fortalece a credibilidade do torneio e pode facilitar a atração de novos patrocinadores, afirmou Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo e integrante do comitê organizador da competição, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O acordo contempla as edições de 2027 e 2028. Para Wolff, a associação da estatal ao torneio funciona como um aval comercial para outras marcas interessadas no futebol feminino.
“Quando anunciamos a Petrobras como detentora dos naming rights, isso ajuda bastante a nossa captação. Quando a maior empresa do país está endossando o evento e correlacionando o nome com a competição, isso passa credibilidade e nos ajuda na prospecção, que não é fácil”, afirmou.
Leia também: CBF e clubes ampliam investimentos na base para formar novas atletas no futebol feminino
Segundo Wolff, a proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, já começa a aquecer o mercado de patrocínios de competições, clubes e atletas.
Ele afirmou que a evolução da modalidade também pode ser percebida na ampliação do calendário. Quando a Brasil Ladies Cup foi criada, em 2021, havia mais facilidade para escolher uma data para o torneio. Agora, o crescimento do número de competições tornou o encaixe mais complexo.
“À medida que a Copa do Mundo se aproxima, o mercado vai se aquecendo em termos de patrocínio para eventos, para atletas e em relação ao futebol feminino como pauta do mercado”, disse.
O especialista ponderou, porém, que o avanço comercial da modalidade não pode ficar restrito ao período de preparação para o Mundial.
“Essa grande oportunidade não pode parar na Copa. Temos uma modalidade em franca evolução, e isso precisa continuar após o evento para diminuirmos o gap entre o futebol masculino e o feminino, que ainda é gigantesco”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCCriada para fomentar o futebol feminino, a Brasil Ladies Cup combina uma competição profissional amistosa, dois dias de debates sobre a modalidade e ações sociais.
Os workshops abordam temas como marketing, gestão e a realidade financeira dos clubes. As equipes estrangeiras convidadas para a competição também participam dos debates para apresentar experiências de outros mercados.
Na frente social, o evento promove iniciativas como levar integrantes de organizações não governamentais para assistir às partidas. Em uma das edições, a programação incluiu um jogo de futebol feminino entre mulheres quilombolas e indígenas.
“É muito mais do que um campeonato de futebol. É um evento que fomenta a modalidade”, disse Wolff.
A competição utiliza recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Segundo Wolff, o mecanismo e o apoio do Ministério do Esporte são fundamentais para a realização do projeto.
“Sem a Lei de Incentivo ao Esporte e sem o apoio do Ministério do Esporte, o evento não pararia de pé. É um recurso de fomento importante, que ajuda a realizar uma competição que vem trazendo bons frutos para a modalidade”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a entrada de grandes empresas no futebol feminino também contribui para ampliar as receitas e a estrutura disponível para clubes, atletas e competições.
Ele destacou que os orçamentos dos times estão crescendo à medida que aumenta a disputa por títulos e jogadoras. Para Wolff, esse processo ajuda a explicar tanto a evolução da seleção brasileira quanto o interesse de equipes estrangeiras por atletas do país.
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