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Anbima: 3 em cada 10 brasileiros não têm reserva financeira
Publicado 16/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
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Reprodução
O Brasil chegou ao fim de 2025 com 60,6 milhões de investidores, o que representa 36% da população. Ainda assim, o retrato financeiro do país revela fragilidade, já que 31% não possuem qualquer reserva e apenas 10% mantinham aplicações em produtos financeiros.
As informações são da 9ª edição do Raio-X do Investidor, estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Datafolha, divulgado nesta quinta-feira. O levantamento indica que 33% conseguiram poupar ao longo do ano, enquanto 24% chegaram a investir — mas só 10% direcionaram recursos para o sistema financeiro.
A diferença entre poupar e investir formalmente está, em grande parte, na percepção do brasileiro sobre o que é investimento. Gastos com imóveis, viagens, educação ou até estética entram nessa conta para muitos entrevistados.
“Noção de investimento é tudo que eu coloco meu dinheiro e espero um certo retorno. Comprar imóvel, ficar mais bonito, viajar, é isso que as pessoas chamam de investir, e nem sempre são produtos financeiros”, explica Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima.
A desigualdade também aparece na capacidade de poupança. Entre as classes D e E, 48% não têm nenhuma reserva. Já na divisão por idade, a Geração X, formada por nascidos entre 1965 e 1980, lidera esse grupo, com 37%. Apenas 15% contam com recursos suficientes para seis meses a um ano, enquanto 3% têm uma reserva que cobre cinco anos ou mais.
Mesmo em transformação, a poupança segue dominante, presente na carteira de 22% dos investidores. O número caiu frente aos 26% de 2022, refletindo mudanças no perfil do investidor, especialmente com a entrada de públicos mais jovens.
“As gerações mais maduras ainda têm preferência pela poupança, enquanto a Geração Z menciona muitos produtos. Os mais jovens têm uma característica de carteira mais diversificada e um consumo muito forte de informação sobre investimentos em várias fontes”, comenta Billi.
Entre os mais ricos, o movimento é outro. Nas classes A e B, a participação da poupança recuou de 34% em 2021 para 28% em 2025, indicando migração para alternativas mais sofisticadas.
Outro destaque é o avanço dos ativos digitais. Hoje, 4% dos investidores possuem criptoativos — mais do que ações e títulos públicos, ambos citados por 2%.
“Os ativos digitais vieram para ficar, e entre os mais jovens é ainda maior essa proporção de vantagem sobre outros tipos de investimento”, avalia Billi.
“É uma tendência. Não digo que é de curto prazo, pois essa geração não é a grande detentora de riqueza, mas um dia vai ser. E vamos nos encaminhar para um mundo de investimentos mais tokenizados e digitalizados. Por isso, precisamos nos preparar para o futuro”, afirma.
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