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Após mudar de gestor, Berkshire faz maior rotação de portfólio da história recente e eleva fatia na Alphabet

Publicado 16/05/2026 • 08:08 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Berkshire Hathaway vendeu US$ 24 bilhões em ações e comprou US$ 16 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
  • Gestora elevou participação na Alphabet para quase 58 milhões de ações, posição avaliada em US$ 23 bilhões.
  • Saída do gestor Todd Combs para o JPMorgan acelerou a maior rotação do portfólio da Berkshire em décadas.
Berkshire Hathaway Greg Abel

Greg Abel é o novo CEO da Berkshire Hathaway

A Berkshire Hathaway realizou no primeiro trimestre de 2026 a maior rotação de portfólio de sua história recente, vendendo US$ 24 bilhões em ações e comprando US$ 16 bilhões, em um movimento que marca o início da era pós-Warren Buffett sob o comando do CEO Greg Abel.

As mudanças foram divulgadas na sexta-feira (9) em relatório trimestral 13-F, logo após o fechamento do pregão em Nova York.

O volume e a velocidade das alterações refletem, em grande parte, a saída do gestor Todd Combs, que deixou a Berkshire em dezembro para assumir um cargo de investimentos no JPMorgan Chase. Combs administrava cerca de US$ 15 bilhões de um portfólio total de mais de US$ 300 bilhões.

Leia também: Greg Abel recebe avaliações moderadas em estreia no comando da Berkshire Hathaway

Alphabet recebe maior aposta do trimestre

A Berkshire elevou sua participação na Alphabet para quase 58 milhões de ações em 31 de março, ante quase 18 milhões ao fim do ano anterior. A posição agora vale cerca de US$ 23 bilhões e representa a maior compra individual do período.

A gestora também iniciou uma posição na Delta Air Lines, adquirindo quase 40 milhões de ações. O investimento vale aproximadamente US$ 3 bilhões. As ações da Delta reagiram com alta de 3% no after-market, chegando a US$ 72,45.

Entre as compras menores, a Berkshire iniciou uma posição de 3 milhões de ações da Macy’s, avaliada em cerca de US$ 55 milhões, e triplicou sua participação no New York Times para 15 milhões de ações, montante que supera US$ 1 bilhão. A gestora também ampliou sua posição nas ações classe A da Lennar para 10 milhões de papéis, ante 7 milhões no trimestre anterior.

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Chevron, Visa e UnitedHealth ficam de fora

Do lado das vendas, a maior saída em valor foi da Chevron. A Berkshire reduziu em cerca de 46 milhões de ações sua posição na gigante do petróleo, que passou para 84 milhões de papéis, avaliados em aproximadamente US$ 16 bilhões. A estimativa é que a gestora tenha vendido cerca de US$ 8 bilhões da petroleira no trimestre.

A Berkshire também se desfez completamente de posições em Mastercard, Visa, Aon e UnitedHealth Group, além de Exxon. O conjunto de saídas reflete a liquidação de boa parte dos investimentos acumulados por Combs ao longo de sua gestão.

Nova estrutura da Berkshire após Buffett

Com a saída de Combs, o gestor Ted Weschler ampliou sua responsabilidade dentro da Berkshire e agora administra cerca de 6% do portfólio de ações, ante 5% em 2025. Abel supervisiona o portfólio integralmente.

Buffett permanece como chairman do conselho e mantém autoridade para tomar decisões sobre os investimentos. A configuração atual distribui o peso das decisões entre três figuras, em um modelo ainda em construção depois de décadas sob o controle quase exclusivo do fundador.

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