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Bolsa brasileira chega a R$ 4,86 trilhões, segundo maior valor de mercado da história

Publicado 22/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Capitalização das empresas listadas alcançou R$ 4,86 trilhões em 21 de julho de 2026.
  • Em dólares, o mercado acionário brasileiro somou US$ 957 bilhões e permaneceu abaixo de US$ 1 trilhão.
  • Levantamento da Elos Ayta mostra que a desvalorização do real ainda limita a recuperação internacional da bolsa.
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O valor de mercado das empresas listadas na bolsa de valores atingiu R$ 4,86 trilhões nesta terça-feira (21), o segundo maior patamar da série histórica iniciada em 2010. O montante ficou abaixo apenas dos R$ 5 trilhões registrados em 2020.

Os dados fazem parte de um levantamento da Elos Ayta, que analisou a capitalização das companhias brasileiras em reais, em dólares e em valores corrigidos pela inflação medida pelo IPCA.

Apesar da recuperação em moeda local, a bolsa brasileira ainda não retomou a marca de US$ 1 trilhão. Convertido pela taxa de câmbio, o valor de mercado da bolsa chegou a US$ 957 bilhões em julho, e se manteve abaixo desse nível pelo sétimo ano consecutivo.

O maior resultado em dólares foi registrado em 2012, quando as empresas listadas somavam cerca de US$ 1,18 trilhão. Naquele período, o dólar estava próximo de R$ 2,04, e o mercado brasileiro era beneficiado por maior entrada de recursos estrangeiros e por um ambiente mais favorável aos países emergentes.

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Câmbio limita recuperação internacional

O levantamento mostra que o avanço da bolsa depende não apenas da valorização das empresas, mas também do comportamento do real.

Em moeda brasileira, o mercado acionário praticamente dobrou de tamanho ao longo da última década. Parte desse crescimento, no entanto, desaparece quando os valores são convertidos para dólares, devido à desvalorização cambial.

Essa diferença é relevante para o investidor estrangeiro, que calcula o valor das companhias e o retorno das aplicações na moeda americana.

A bolsa brasileira saiu de um valor de mercado de US$ 640 bilhões em 2024 para US$ 957 bilhões em julho de 2026. Segundo o estudo, o avanço reflete tanto a recuperação da capitalização das empresas quanto a melhora do câmbio no período.

Bolsa ainda está abaixo do recorde em termos reais

Quando os valores são corrigidos pelo IPCA, o maior patamar da série também permanece em 2020.

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Naquele ano, o valor de mercado da bolsa brasileira correspondeu a R$ 6,88 trilhões em valores atuais. Isso significa que, apesar de o resultado de 2026 ser o segundo maior em termos nominais, a distância para o recorde é mais ampla após o desconto da inflação.

O pior resultado da série foi registrado em 2015, tanto em reais quanto em dólares e em valores corrigidos. O período foi marcado por recessão econômica, crise política e forte desvalorização do real.

Recuperação ganhou força a partir de 2024

O valor de mercado das empresas listadas somava R$ 3,96 trilhões em 2024. O montante avançou para R$ 4,78 trilhões em 2025 e chegou a R$ 4,86 trilhões em julho deste ano.

A trajetória indica recuperação depois das perdas provocadas pela desaceleração econômica, por crises domésticas e pela pandemia.

Entre 2010 e 2012, o Brasil viveu o período de maior participação internacional dentro da série analisada. Nos anos seguintes, a combinação entre recessão, incerteza política e enfraquecimento do real provocou uma forte redução do valor das empresas brasileiras em dólares.

A recuperação iniciada a partir de 2017 foi interrompida pelos efeitos da pandemia e retomada nos anos mais recentes, mesmo em um cenário de juros elevados, conflitos geopolíticos e maior seletividade do capital internacional.

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Retorno ao patamar de US$ 1 trilhão depende do cenário econômico

Segundo a Elos Ayta, a bolsa ainda não recuperou integralmente a relevância internacional observada na primeira metade da década passada.

O retorno a uma capitalização superior a US$ 1 trilhão vai depender da valorização das empresas e também de fatores como estabilidade do câmbio, crescimento econômico e entrada de recursos estrangeiros.

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