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Bolsa brasileira sobe 0,61% com alívio no cenário geopolítico
Publicado 05/05/2026 • 19:36 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 05/05/2026 • 19:36 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O mercado financeiro reagiu com otimismo moderado nesta terça-feira, impulsionado pela percepção de um enfraquecimento do conflito no Oriente Médio após declarações da Casa Branca. Gabriel Brondi, sócio da The Link Investimentos, destacou que o alívio veio após a confirmação de que ativos americanos não foram danificados em ataques recentes.
“O mercado está comprando a ideia de que o Irã está enfraquecido, embora o Estreito de Ormuz ainda gere pressão no petróleo, negociado na casa dos US$ 110 (R$ 542,30) o barril”, explicou.
Apesar da alta de 0,61% do Ibovespa, o especialista observa que o movimento tem sido sustentado por ações de menor peso, já que as empresas de grande relevância no índice não acompanharam o mesmo ritmo.
Ele afirmou que três companhias não contribuíram para a alta (Vale, Petrobras e Itaú) e explicou que, por terem grande peso no índice, acabaram limitando o avanço da bolsa. Assim, a alta ficou mais dependente de diversos ativos de menor representatividade, o que caracterizou mais uma recuperação gradual do que uma alta expressiva.
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Siga o Times | CNBCBrondi também destacou que o cenário externo havia voltado a influenciar o desempenho da bolsa brasileira, retomando uma correlação que havia diminuído nos dias anteriores. Segundo o sócio da The Link Investimentos, “O mercado estava dando como praticamente certo o acordo entre Estados Unidos e Irã, mas novos mísseis deixaram os investidores em alerta. Hoje a correlação voltou porque os índices americanos subiram bem, em torno de 1%, e a manchete geopolítica continua fazendo preço no mundo inteiro.”
“Como exportamos muita commodity, principalmente petróleo, o preço elevado fortalece o real. Além disso, nossa taxa de juros segue muito alta; se a taxa Fed Funds subir lá fora, aqui os juros não caem, e a taxa de juros real impacta positivamente o real ante o dólar”, justificou.
Quanto aos recordes sucessivos em Nova York, o analista acredita que o mercado já antecipa um desfecho favorável aos americanos na crise internacional. “O mercado não está precificando os Estados Unidos enfraquecidos; aparentemente, já deu como certa a vitória americana contra o Irã. Além disso, os investidores seguem muito otimistas com as Big Techs e com o futuro do mercado americano em geral, apesar do risco inflacionário do petróleo”, analisou.
Por fim, ele alertou que o monitoramento do Estreito de Ormuz continua sendo vital para as projeções econômicas de longo prazo. “Se o petróleo continuar estressado em US$ 110 (R$ 542,30), isso traz inflação e juros mais altos no futuro. É uma preocupação que o mercado ainda tem, e precisamos observar como se dará o fim desse conflito, que em algum momento terá que terminar.”
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