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Cessar-fogo em colapso, petróleo em US$ 112 e agenda cheia: o que move os mercados hoje

Publicado 05/05/2026 • 08:05 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mercados globais sob pressão com risco de colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz.
  • Petróleo recua para US$ 112 após alta de 6% na véspera com escalada de ataques no Golfo Pérsico.
  • Agenda do dia reúne ata do Copom, balanço do Itaú Unibanco, PMI, ISM e relatório JOLTS dos EUA.
Bolsas da Europa mercados

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Bolsas da Europa

Os mercados globais abrem esta terça-feira (5) sob pressão dupla. De um lado, a agenda americana concentra divulgações que podem redesenhar as expectativas para juros e crescimento. Do outro, o Oriente Médio, com o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em seu momento mais frágil.

Às 7h44 (Brasília) o petróleo tipo Brent recuava 1,6%, nogociado a US$ 112,67 o barril, e o WTI caía 2,2%, a US$ 104,05, após esses dois contratos terem subido entre 4% e 6% na véspera. O recuo reflete dúvidas dos investidores sobre o risco imediato de novas interrupções no fornecimento, mas os estoques globais de petróleo continuam se reduzindo.

Leia também: Fundo que replica desempenho do Ibovespa supera R$ 1 bilhão por dia e reafirma interesse estrangeiro no Brasil 

Ormuz no limite

O fim de semana trouxe uma virada brusca. Os Estados Unidos lançaram a operação batizada de “Project Freedom“, com o objetivo de escoltar navios comerciais presos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito, em fevereiro. O Irã respondeu com mísseis e drones contra embarcações e navios de guerra americanos no estreito. Helicópteros Apache do Exército dos EUA afundaram lanchas iranianas durante os confrontos.

Em paralelo, Teerã atacou infraestrutura de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, incluindo o porto de Fujairah, um dos principais pontos de abastecimento de combustível do mundo. Os EAU interceptaram 15 mísseis e quatro drones, mas um dos ataques provocou incêndio na região.

Com a popularidade em seu menor nível, o presidente americano Donald Trump minimizou os episódios como “mini guerra” e afirmou que o conflito caminha bem. Mesmo assim, evitou declarar formalmente que o Irã violou o cessar-fogo.

A Maersk, maior operadora de contêineres do mundo, informou que um de seus navios, o Alliance Fairfax, transitou pelo estreito na segunda-feira (4) sob escolta militar americana. O navio estava parado desde o início do conflito.

Irã sinaliza, mas não recua

O chanceler iraniano Abbas Araghchi publicou nas redes sociais que o “Project Freedom” é, na prática, um “Project Deadlock“, ou seja, o que Washington chama de liberdade, Teerã chama de impasse, e reafirmou que não existe solução militar para uma crise política. Teerã sinalizou interesse em retomar as negociações mediadas pelo Paquistão, mas deixou claro que não pretende negociar sob pressão militar.

Ben Powell, estrategista-chefe de investimentos para a Ásia-Pacífico do BlackRock, disse à CNBC que o momento é “incrivelmente delicado” e que os alertas de mísseis em Abu Dhabi, após semanas de relativa calmaria, voltaram a acender o sinal de alerta. Para Powell, ainda não está claro se a escalada foi uma jogada de negociação ou o início de uma fase mais grave do conflito.

Analistas do banco holandês ING apontaram que os ataques representam os primeiros sinais concretos de colapso do cessar-fogo. A Goldman Sachs alertou, em relatório divulgado na segunda-feira (4), que os estoques globais de derivados refinados estão sendo consumidos rapidamente, com escassez já visível em jet fuel, nafta e GLP em países como África do Sul, Índia, Tailândia e Taiwan.

Mike Wirth, presidente-executivo da Chevron, foi além. Em entrevista à CNBC durante a Conferência Global do Instituto Milken, afirmou que a questão nos mercados de energia deixou de ser apenas preço. “A pergunta agora é se conseguiremos obter o combustível”, disse.

Agenda doméstica e americana

No Brasil, o Banco Central publica a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom. O documento vai detalhar o raciocínio por trás das decisões de política monetária tomadas na chamada Super Quarta e deve orientar as apostas do mercado sobre os próximos passos da taxa Selic.

Na temporada de balanços, o Itaú Unibanco divulga seus resultados do primeiro trimestre. Também apresentam números Iguatemi, C&A e Cogna Educação. O setor financeiro já tem um dado positivo na janela: a BB Seguridade registrou lucro 11% acima do esperado no período.

Em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. O Instituto Real Time divulga pesquisa de intenção de voto para a presidência.

Nos Estados Unidos, a agenda inclui o PMI composto da S&P Global, o ISM de serviços de abril e o relatório JOLTS, que mede vagas de emprego e rotatividade no mercado de trabalho americano. Os dados chegam em um momento em que qualquer sinal de enfraquecimento da atividade pode reacender o debate sobre cortes de juros pelo Federal Reserve.

Na cena geopolítica, países do Golfo realizam sua primeira reunião presencial desde os ataques iranianos, mantendo o tema no radar dos investidores ao longo de toda a sessão.

O Ibovespa fechou a segunda-feira (4) em queda de 0,92%, aos 185.600 pontos, pressionado por Vale e Itaú Unibanco, enquanto Embraer figurou entre os poucos destaques positivos após anunciar encomenda do Oriente Médio.

Mercados europeus

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta terça-feira, à medida que balanços corporativos favoráveis se sobrepõem a preocupações com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Por volta das 6h45 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,58%, a 609,05 pontos.

Mercados asiáticos

s bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, 5, em meio a feriados nos principais mercados da região, enquanto investidores seguiram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Na Oceania, a bolsa australiana recuou após nova alta do juro básico local.

O índice Hang Seng caiu 0,76% em Hong Kong, a 25.898,61 pontos, enquanto o Taiex registrou leve alta de 0,16% em Taiwan, a 40.769,29 pontos.

Os mercados da China, do Japão e da Coreia do Sul não operaram hoje em função de feriados.

Já a Bolsa de Sydney, a principal da Oceania, fechou em baixa após o banco central australiano, conhecido como RBA, elevar o juro básico em 25 pontos-base, pela terceira vez seguida, a 4,35%, em resposta à forte alta dos preços de energia em meio ao conflito no Oriente Médio. O S&P/ASX 200 recuou 0,19% em Sydney, a 8.680,50 pontos.

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