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Bolsas da Europa fecham em queda com escalada de tensão entre EUA e Irã
Publicado 08/07/2026 • 14:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/07/2026 • 14:26 | Atualizado há 2 meses
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Pixabay
As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira (8) em forte queda, pressionadas pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela declaração do presidente americano, Donald Trump, de que o acordo de cessar-fogo entre os dois países teria chegado ao fim. O mercado também reagiu negativamente às críticas do republicano contra a Espanha, após afirmar que não pretende manter relações comerciais com o país.
O movimento negativo atingiu os principais índices do continente. Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,66%, aos 10.489,04 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 2,35%, para 24.865,67 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, teve baixa de 2,18%, aos 8.252,66 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 1,22%, encerrando aos 51.817,25 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, registrou a maior queda entre os mercados europeus, com retração de 2,76%, aos 19.098,63 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,77%, para 9.085,24 pontos. Os dados são preliminares.
O índice pan-europeu Stoxx 600 acompanhou o movimento de aversão ao risco e fechou em baixa de 1,76%, aos 634,90 pontos. O setor de tecnologia foi o principal destaque negativo, com perdas de 3,62%. Na direção oposta, as empresas de energia avançaram 1,39%, impulsionadas pela alta do petróleo diante do aumento das incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
Trump afirmou que o cessar-fogo com Teerã teria sido encerrado e indicou a possibilidade de novas ações militares contra o Irã. Em resposta, o governo iraniano prometeu intensificar a reação ao avanço americano, elevando a preocupação dos investidores sobre uma possível escalada do conflito.
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Siga o Times | CNBCAlém do impacto geopolítico, as declarações de Trump contra a Espanha pesaram sobre o mercado de Madri. Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente americano afirmou que não deseja manter relações comerciais com o país. A pressão sobre o Ibex 35, no entanto, foi parcialmente reduzida pela valorização de 4,54% das ações da petroleira Repsol.
No setor de defesa, apesar de a Otan reafirmar o compromisso com seus membros e com o apoio financeiro à Ucrânia no conflito contra a Rússia, as empresas europeias do segmento registraram queda de 1,09%.
Mesmo diante do cenário de instabilidade, analistas do HSBC avaliam que as ações da zona do euro podem apresentar desempenho superior a outras regiões no segundo semestre de 2026. Segundo a instituição, uma recuperação econômica gradual, a valorização do dólar frente ao euro e perspectivas positivas para os lucros em moeda europeia podem favorecer os ativos do continente, especialmente o setor bancário.
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