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Bolsas da Europa fecham sem direção única após decisões do BCE e tensões no Oriente Médio

Publicado 09/06/2026 • 16:39 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • As bolsas europeias fecharam sem direção única, com quedas em Londres e Frankfurt e leve alta em Paris e Milão, enquanto investidores reagiam a tensões no Oriente Médio e decisões do Banco Central Europeu.
  • Setores de energia, petróleo e mineração foram os principais responsáveis pelas quedas, enquanto bancos italianos tiveram desempenho positivo em Milão.
  • Dados econômicos fracos na Alemanha e expectativas sobre a política monetária do BCE também influenciaram o mercado, em meio a incertezas globais e geopolíticas.

Eric Piermont/AFP

As bolsas europeias terminaram o pregão sem uma tendência exata nesta terça-feira (9), à medida que grande parte dos investidores acompanham as consequências dos conflitos geopolíticos do Oriente Médio e os vereditos do Banco Central Europeu (BCE).

Londres sofreu pressão principalmente devido as baixas nos setores de petróleo e mineração.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 1,41%, a 10.227,33 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,80%, a 24.418,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,05%, a 8.203,43 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,11%, a 50.262,76 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,25%, a 18.178,33 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0 32%, a 8.902,89 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o fim de um acordo com o Irã estava próximo, o que acabou contribuindo para a estabilização dos preços barris de petróleo nesta terça-feira. Em resposta, o setor de energia do índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,23%.

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Em Londres, a Shell cedeu 1,74% e a BP caiu 2,57%. Mineradoras, como a Glencore (-3,90%) e a Fresnillo (-3,61%), também tiveram fortes perdas, em linha com metais. Já a farmacêutica GSK cedeu 0,20% depois de acertar a compra da Nuvalent, desenvolvedora americana de medicamentos contra o câncer, por US$ 10,6 bilhões reforçando a estratégia de expandir sua atuação em oncologia.

Em Milão, o banco Monte dei Paschi di Siena subiu 3,15% e o Intesa e o BPM avançaram 1,23% e 1,73%, respectivamente, em semana marcada por competição entre os dois últimos para aquisição do credor italiano.

Na agenda de indicadores europeus, a produção industrial alemã decepcionou ao registrar alta menor do que a esperada em abril.

Apesar das taxas de juros do Banco Central Europeu já estarem amplamente definidas e precificadas pelo mercado, Christine Lagarde, presidente da entidade, terá de agir com extrema diplomacia ao comunicar a nova política monetária para a imprensa, segundo Mabrouk Chetouane, da Natixis IM. Para ele, o BCE intensificará o ciclo de alta de juros para demonstrar seu poder de reação.

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