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Brent sobe 3% e futuros de Wall Street avançam na volta de feriado nos EUA com tensão no Irã
Publicado 26/05/2026 • 07:57 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 26/05/2026 • 07:57 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
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Brent recua 13% na manhã após cessar-fogo temporário e abertura em Ormuz, negociado a US$ 94
Os mercados norte-americanos voltaram a operar nesta terça-feira (26) sob tensão geopolítica renovada. O petróleo Brent avança mais de 3%, ultrapassando US$ 99 o barril, enquanto os futuros das bolsas americanas apontam para uma abertura em alta após o feriado do Memorial Day.
Os contratos futuros do Dow Jones avançavam 0,53%, a 50.932 pontos. O S&P 500 futuro ganhava 0,78%, a 7.549 pontos. O Nasdaq futuro liderava as altas, com valorização de 1,18%, a 29.906 pontos.
O pano de fundo, porém, era de incerteza. As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques no sul do Irã, classificados pelo Comando Central americano como ações de “autodefesa” para proteger tropas de ameaças das forças iranianas. A operação ocorreu horas depois de o presidente Donald Trump afirmar, em rede social, que as negociações com Teerã estavam “progredindo bem”.

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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã respondeu afirmando que retaliará contra violações do cessar-fogo em vigor, após identificar e engajar drones americanos e um caça F-35 que teriam entrado no espaço aéreo iraniano.
Os sinais contraditórios mantiveram o Brent volátil. Os contratos de julho do petróleo de referência internacional chegaram a US$ 99,39 o barril em Londres, alta de 3,4% em relação ao fechamento Brent de sexta-feira. O WTI americano avançava 3,9%, a US$ 92,85, sem referência de fechamento na segunda-feira em razão do feriado.
🔍 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo entre o Irã e a Península Arábica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Restrições ao trânsito pelo estreito impactam diretamente os preços globais do petróleo.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita à Índia, disse que o Estreito de Ormuz terá de ser aberto “de um jeito ou de outro”. O banco suíço UBS alertou que o mercado global de petróleo apresenta sinais de pressão, com estoques globais em queda de 246 milhões de barris em março e abril, e perdas acumuladas de produção que podem superar 1 bilhão de barris até o fim de maio.
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Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caíam na retomada após o feriado. A taxa da Treasury de 10 anos, referência para o custo de financiamento do governo americano, recuava mais de 6 pontos-base, a 4,51%. O papel de 2 anos cedia para 4,07%, e o de 30 anos operava a 5,03%.
🔍 Os yields dos Treasuries funcionam como termômetro do apetite por risco. Quando caem, indicam que investidores buscam a segurança dos títulos americanos, reduzindo a pressão sobre os custos de financiamento. Um ponto-base equivale a 0,01%.
A queda nos yields acompanhou o movimento visto nas taxas europeias na segunda-feira, quando os mercados do continente operaram sem a referência americana.
As bolsas europeias reagiram com cautela. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,28%, a 629,85 pontos, depois de fechar na véspera no maior nível desde 27 de fevereiro. Em Paris, a queda era de 0,88%. Frankfurt recuava 0,62% e Milão cedia 0,38%. Londres, que também retornava de feriado, subia 0,73%.
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Seguir no GoogleNa Ásia, o fechamento foi predominantemente negativo. O Nikkei japonês caiu 0,25%, a 64.996 pontos. O Hang Seng de Hong Kong registrou queda marginal de 0,03%, a 25.599 pontos. Na China, o Xangai Composto cedeu 0,17% e o Shenzhen Composto recuou 0,60%.
Na contramão, a bolsa sul-coreana Kospi avançou 2,55%, a 8.047 pontos, atingindo novo patamar de alta histórica, impulsionada por ações de tecnologia e estaleiros.
Além do conflito no Oriente Médio, os investidores acompanham a agenda econômica americana. O dado de maior atenção da semana é o índice de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) de abril, medida preferida do Federal Reserve para avaliar a inflação. O Bank of America projeta alta de 0,4% em relação a março.
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