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Dow Jones cai 600 pontos e registra segunda baixa consecutiva em pressão pela alta do petróleo
Publicado 08/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
As bolsas americanas fecharam em queda nesta terça-feira (8), na retomada dos negócios após o feriado prolongado, enquanto os investidores acompanhavam o aumento das tensões no Oriente Médio e aguardavam a divulgação de dados de inflação ao longo da semana.
O Dow Jones Industrial Average recuou 628,18 pontos, ou 1,18%, e fechou aos 52.786,07 pontos. O índice, formado por 30 ações, registrou a segunda queda consecutiva, depois de perder 272 pontos na sexta-feira.
O S&P 500 caiu 0,58%, para 7.673,52 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,32%, para 26.421,41. Os dois índices também fecharam em baixa pela segunda sessão seguida.
As bolsas americanas não operaram na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho, o Labor Day.
Leia mais: Ouro fecha em queda com alta dos Treasuries e do petróleo
As ações ficaram pressionadas pela alta contínua dos preços do petróleo. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) avançaram pela sexta sessão consecutiva (a sequência de altas mais longa desde março, quando o índice acumulou sete sessões de ganhos) após EUA e Irã trocarem ataques durante o fim de semana. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de quase 1%, a US$ 97,92 (R$ 498,61) por barril, mas chegaram a superar os US$ 99 (R$ 503,91) no pós-mercado.
A alta dos preços da energia aumentou a atenção dos investidores aos dados de inflação que serão divulgados nesta semana, já que os números podem influenciar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve antes da reunião da próxima semana. O índice de preços ao produtor (PPI) e o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto serão divulgados na quinta e na sexta-feira, respectivamente.
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Siga o Times | CNBCNa última atualização, os contratos futuros dos Fed Funds indicavam uma probabilidade de 59% de que o banco central elevasse os juros em 0,25 ponto percentual após a reunião de 15 e 16 de setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
“Se o CPI vier acima do esperado, vai ficar realmente difícil para o Fed não aumentar os juros”, disse Mark Hackett, estrategista-chefe de mercado da Nationwide. “É basicamente isso que está no foco dos investidores neste momento.”
Leia mais: Ibovespa avança 2% puxado por bancos, petróleo e cenário político
As ações de empresas de semicondutores foram um dos destaques positivos da sessão e ajudaram a limitar as perdas provocadas pela alta do petróleo. O ETF VanEck Semiconductor (SMH) subiu 1,2%. As ações da Intel e da Advanced Micro Devices dispararam 9,1% e 5,9%, respectivamente, enquanto a Broadcom avançou 3%.
A alta dos preços da energia também pressionou para cima os rendimentos dos Treasuries. O rendimento do título de 10 anos, referência para o mercado, havia subido na semana passada ao maior nível desde novembro de 2023. Já o rendimento do Treasury de dois anos, mais sensível às expectativas para os juros, atingiu seu maior patamar desde janeiro de 2025.
Os investidores também precisam lidar com a retomada das tensões comerciais entre EUA e Canadá. As tarifas retaliatórias canadenses sobre cerca de US$ 20 bilhões (R$ 101,8 bilhões) em produtos americanos entram em vigor nesta terça-feira. Na segunda-feira, antes da entrada em vigor das novas tarifas, o presidente Donald Trump afirmou que a fabricante canadense de aeronaves Bombardier não poderá vender seus produtos nos EUA a menos que o Canadá passe a fabricá-los em território americano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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