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Com reeleição de Lula, Ibovespa derrete quase 14% e pregão tem circuit breaker; dólar dispara 8,2% a R$ 5,40
Publicado 26/10/2026 • 17:32 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/10/2026 • 17:32 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa despencou 13,88% nesta segunda-feira (26), aos 176.608,23 pontos, em uma sessão de forte turbulência no mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A queda levou a bolsa brasileira a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de perdas acentuadas.
O dólar, por sua vez, disparou 8,21%, a R$ 5,4029, diante da fuga de ativos de risco e da busca por proteção após o resultado eleitoral.
O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 169.516,43 pontos e a máxima de 205.088,74 pontos ao longo do pregão. O volume financeiro somou R$ 88,6 bilhões, em um dia marcado por vendas expressivas de ações e forte volatilidade.
No câmbio, a moeda americana também registrou oscilações intensas, negociada entre R$ 5,3929 e R$ 5,6049 durante a sessão. A disparada refletiu a redução da exposição de investidores a ativos brasileiros, incluindo a saída de capital estrangeiro, em meio às preocupações com a política fiscal nos próximos anos.
O movimento ocorreu após Lula vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). O presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A reação negativa começou logo na abertura dos negócios, quando investidores passaram a ajustar suas posições diante do resultado das urnas, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro.
Com a queda de 10% do Ibovespa, a bolsa brasileira acionou o circuit breaker, interrompendo as negociações por 30 minutos. O mecanismo foi utilizado pela primeira vez desde março de 2020, quando os mercados enfrentaram a turbulência provocada pelo início da pandemia de Covid-19.
Após a retomada dos negócios, as perdas se aprofundaram, levando o índice à mínima de 169.516,43 pontos durante o pregão, antes de uma recuperação parcial até o fechamento.
A reação refletiu a revisão das expectativas dos investidores sobre a condução da economia brasileira. Parte do mercado vinha apostando em uma vitória de Flávio Bolsonaro e na possibilidade de uma política fiscal mais restritiva, com redução de despesas públicas.
Com a reeleição de Lula, as preocupações sobre o controle dos gastos do governo, o endividamento público e a trajetória dos juros voltaram ao centro das negociações.
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Siga o Times | CNBCA busca por proteção também provocou uma forte valorização do dólar frente ao real, em um movimento de saída de posições consideradas mais arriscadas no mercado brasileiro.
A moeda americana chegou a atingir R$ 5,6049 durante o pregão, antes de reduzir parte dos ganhos e encerrar o dia cotada a R$ 5,4029.
No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro avançava 8,83% às 17h10, negociado a R$ 5,4130.
O desempenho da moeda brasileira contrastou com o movimento mais moderado do dólar no exterior. O índice DXY, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,19%, aos 102,001 pontos.
O euro recuava 0,22%, a US$ 1,1177, enquanto a libra também perdia 0,22%, cotada a US$ 1,3344.
A diferença entre os movimentos do dólar no Brasil e no exterior reforçou o peso dos fatores políticos domésticos sobre o câmbio nesta segunda-feira.
A reação dos mercados à reeleição de Lula colocou novamente em foco as expectativas sobre a política fiscal brasileira e a capacidade do governo de controlar o crescimento das despesas públicas.
A preocupação dos investidores está relacionada à possibilidade de uma trajetória mais difícil para as contas públicas nos próximos anos, o que poderia influenciar as expectativas para a inflação, os juros e o câmbio.
Além do resultado eleitoral, o mercado passa a acompanhar as sinalizações do presidente reeleito sobre as prioridades econômicas do próximo mandato e eventuais mudanças na condução da política fiscal.
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