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Ibovespa avança 2% puxado por bancos, petróleo e cenário político
Publicado 08/09/2026 • 12:26 | Atualizado há 1 hora
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa avança quase 2%, puxado por bancos, em dia de crise no STF
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Publicado 08/09/2026 • 12:26 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, avança nesta terça-feira (8), enquanto o dólar recua frente ao real. A alta do petróleo, que se aproxima de US$ 100 o barril após ataques a infraestrutura da Arábia Saudita, aliado americano na região, reduz o apetite por risco em Nova York, mas beneficia a bolsa brasileira pelo peso das ações ligadas a commodities no índice.
Parte do movimento também reflete a repercussão da pesquisa Quaest divulgada ontem, que apontou empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da disputa presidencial.
O chamado trade eleitoral ganhou força nas últimas semanas com a percepção de uma disputa mais acirrada. O Ibovespa registrou a segunda melhor semana do ano na última sexta feira, com alta acumulada de 5,4%.
A série histórica do instituto mostra recuo gradual da vantagem que Lula chegou a ter sobre Flávio. Em 26 de julho, o presidente tinha 45% das intenções, contra 37% do senador, uma diferença de oito pontos percentuais, distância que vem diminuindo desde então. Investidores enxergam na oposição a possibilidade de mudanças na política fiscal.
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Siga o Times | CNBCAlém do cenário eleitoral, o mercado também acompanha a crise no Supremo Tribunal Federal, tema que esteve presente nos discursos de candidatos à Presidência durante os atos do 7 de Setembro. A exceção ocorreu em Brasília, onde os chefes dos três Poderes, o presidente Lula, o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, dividiram o mesmo palanque no desfile da Esplanada dos Ministérios.
O episódio mais recente da crise é a decisão do ministro do STF André Mendonça, que determinou nesta manhã o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ordem cita irregularidades e potenciais ilicitudes na produção de relatórios usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a investigação de Mendonça no âmbito do inquérito das fake news.
A decisão de Mendonça ainda precisa ser referendada pela Segunda Turma do STF. A sessão virtual para discutir o tema começou às 10 horas e foi interrompida por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Mesmo assim, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já haviam manifestado voto favorável ao afastamento de Andrei Rodrigues.
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