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Ibovespa segue sem reação e fecha novamente em queda; dólar cai a R$ 5,20

Publicado 17/08/2026 • 18:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 0,09%, aos 166.783,57 pontos, na décima sessão consecutiva de baixa, com volume financeiro de R$ 18,2 bilhões.
  • Dólar à vista recuou 0,36%, a R$ 5,2012, e interrompeu uma sequência de cinco pregões de alta.
  • Bancos pesaram sobre o índice, enquanto Petrobras ajudou a limitar as perdas com a valorização do petróleo; no câmbio, IBC-Br mais fraco e exterior estiveram no foco.

Foto: Pixabay

O mercado brasileiro abriu a semana com a décima queda consecutiva do Ibovespa e recuo do dólar. A bolsa voltou a ser pressionada pelos bancos e pela cautela com o cenário doméstico e internacional, enquanto a moeda americana acompanhou a fraqueza do dólar no exterior depois de cinco sessões seguidas de valorização diante do real.

O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,09% nesta segunda-feira (17), aos 166.783,57 pontos, após oscilar entre 166.463,50 e 168.006,60 pontos. O volume financeiro somou R$ 18,2 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,36%, a R$ 5,2012, depois de variar entre R$ 5,1813 e R$ 5,2224.

Bancos pesam e Petrobras limita perdas

A bolsa chegou a ensaiar uma reação durante o pregão, mas não conseguiu romper a sequência negativa que se estende desde o início do mês.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que as ações dos bancos sofreram pressão diante do noticiário sobre recuperações judiciais de empresas brasileiras e do possível impacto dessas renegociações de dívidas sobre as instituições financeiras.

Segundo ele, o aumento dos pedidos de recuperação judicial não deve ser tratado apenas como uma coincidência entre casos isolados. Corleta avaliou que juros elevados, desaceleração da atividade econômica e maior dificuldade de financiamento vêm criando um ambiente mais desafiador para empresas endividadas, especialmente no varejo.

A Petrobras, por outro lado, ajudou a sustentar o índice com a valorização do petróleo. Corleta atribuiu o movimento da commodity ao aumento das incertezas no Oriente Médio, diante da ausência de uma solução mais clara para as tensões envolvendo o Irã e o fluxo de petróleo na região.

O analista também avaliou como positiva a notícia sobre a identificação de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial, mas ponderou que ainda são necessários mais dados sobre volume, custo e capacidade de exploração antes que o mercado consiga incorporar o potencial da descoberta aos modelos de avaliação da companhia.

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Cenário doméstico mantém cautela

Além do desempenho das empresas, investidores continuaram atentos ao cenário político e fiscal brasileiro.

Corleta afirmou que a aproximação das eleições tende a manter a volatilidade elevada e avaliou que o mercado ainda busca sinalizações mais claras sobre a trajetória das contas públicas.

Na avaliação dele, os riscos fiscais, eleitorais e inflacionários continuam dificultando uma recuperação mais consistente da bolsa no curto prazo.

O ambiente externo também limitou o apetite por risco. O petróleo mais caro voltou a aumentar as preocupações com a inflação global e com a trajetória dos juros americanos de longo prazo.

Dólar interrompe série de cinco altas

O câmbio teve direção oposta. Depois de cinco sessões consecutivas de valorização, o dólar recuou diante do real e acompanhou o comportamento da moeda americana no exterior.

O índice DXY, que acompanha o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,08%, aos 99,587 pontos no fim da tarde.

No Brasil, investidores também acompanharam o IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, que caiu 0,6% em junho e reforçou os sinais de desaceleração da economia.

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