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Ibovespa B3 fecha em nível histórico e renova recordes

Publicado 20/01/2026 • 18:17 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 encerrou esta terça-feira (20) em novo recorde histórico, ao avançar 0,87%, aos 166.276,90 pontos. O índice superou pela primeira vez na história a marca dos 166 mil pontos no fechamento.
  • Ao longo do pregão, o índice também renovou a máxima intradiária, ao alcançar 166.467,56 pontos às 14h19, consolidando um dia marcado por forte resiliência do mercado brasileiro.
  • O movimento ocorreu na contramão do cenário internacional, que foi pressionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa, após declarações do presidente americano Donald Trump envolvendo a Groenlândia e a sinalização de novas tarifas sobre importações europeias.

O Ibovespa B3 encerrou esta terça-feira (20) em novo recorde histórico, ao avançar 0,87%, aos 166.276,90 pontos, superando pela primeira vez na história a marca dos 166 mil pontos no fechamento.

Ao longo do pregão, o índice também renovou a máxima intradiária, ao alcançar 166.467,56 pontos às 14h19, consolidando um dia marcado por forte resiliência do mercado brasileiro.

O movimento ocorreu na contramão do cenário internacional, que foi pressionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa, após declarações do presidente americano Donald Trump envolvendo a Groenlândia e a sinalização de novas tarifas sobre importações europeias.

O ambiente elevou a aversão ao risco global e pesou sobre bolsas americanas e europeias, mas acabou favorecendo mercados emergentes, como o Brasil, diante da busca por alternativas fora dos ativos norte-americanos.

Na avaliação de Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, a queda das bolsas internacionais está diretamente ligada à retórica mais dura de Trump. Segundo ele, “as declarações envolvendo a Groenlândia e a possibilidade de tarifas de até 25% criam um ambiente de incerteza e mantêm os mercados globais em compasso de espera”.

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Ainda assim, o analista ressalta que o Brasil segue em trajetória distinta, impulsionado por fatores domésticos e por um fluxo pontual de capital estrangeiro.

Para Santana, o Ibovespa B3 tem se beneficiado de uma combinação de fatores internos. “Qualquer sinal de melhora no humor já é suficiente para sustentar novas altas, abrindo espaço para entrada adicional de capital estrangeiro”, afirma.

Ele destaca ainda que Petrobras, Vale e bancos têm papel central nesse movimento, ao oferecerem liquidez, exposição a commodities e peso relevante no índice, o que ajuda a Bolsa brasileira a renovar máximas mesmo em um cenário externo mais adverso.

A Galápagos Capital também avalia que o desempenho da Bolsa reflete uma realocação de recursos em meio à incerteza geopolítica. Para a economista-chefe Tatiana Pinheiro, “uma grande parte da volatilidade desde o começo do ano vem das tensões geopolíticas e do debate sobre tarifas liderado pelos EUA”. Apesar disso, ela observa que o Brasil segue atraindo capital por apresentar fundamentos considerados relativamente mais favoráveis.

Segundo Tatiana, em momentos de maior cautela global, o investidor tende a concentrar posições em ativos mais líquidos e representativos. “O capital estrangeiro acaba indo para empresas grandes, como Vale, bancos e companhias com maior peso no Ibovespa B3, o que ajuda o índice a se sustentar mesmo quando as bolsas lá fora caem”, explicou.

Entre os destaques do pregão, Vale (VALE3) avançou 1,90%, acompanhando o movimento positivo das commodities, enquanto Petrobras e bancos também contribuíram para a alta do índice. O VIX do Ibovespa B3 recuou para 15,87 pontos, sinalizando menor percepção de risco no mercado local.

Dólar tem alta com aversão ao risco

No câmbio, o dólar comercial subiu 0,30%, encerrando o dia a R$ 5,38, em meio à aversão ao risco externo, mas ainda operando de forma lateralizada no acumulado recente.

Já a curva de juros permaneceu próxima da estabilidade, com os investidores atentos à reunião do Copom na próxima semana, em busca de sinais sobre o início de um eventual ciclo de cortes da Selic.

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