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Ibovespa B3 tem leve alta com cenário eleitoral para 2026; dólar fecha em estabilidade
Publicado 18/12/2025 • 18:37 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 18/12/2025 • 18:37 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O Ibovespa B3 encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em leve alta de 0,38%, aos 157.923,34 pontos, após um pregão marcado por volatilidade elevada e forte sensibilidade ao noticiário político.
O mercado reagiu principalmente a novas sinalizações do cenário eleitoral para 2026, que voltaram a provocar cautela entre investidores e limitaram um movimento mais consistente de recuperação do índice.
Entre as ações de maior peso, o desempenho foi misto. B3 avançou, acompanhando o aumento do volume financeiro em um dia de maior giro, enquanto Petrobras recuou levemente, apesar da alta do petróleo no exterior.
No setor aéreo, Gol voltou a operar em queda, refletindo a fragilidade financeira da companhia e a aversão a risco em papéis mais sensíveis a juros elevados. Já Brava Energia se destacou positivamente, impulsionada por expectativas de investimentos robustos em 2026, possível pagamento de dividendos e pelo movimento de alta da commodity.
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No campo político, pesquisas eleitorais indicando vantagem do presidente Lula em todos os cenários de primeiro e segundo turno adicionaram incerteza ao ambiente doméstico. Para o mercado, uma eventual reeleição é associada a um viés fiscal mais expansionista, o que ajuda a explicar a pressão sobre a curva de juros futuros, mesmo com dados recentes de inflação mostrando algum alívio.
Esse cenário segue dificultando apostas mais firmes em cortes da Selic no curto prazo e mantém os ativos locais sensíveis a qualquer nova sinalização política.
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Siga o Times | CNBCNo exterior, o tom foi mais construtivo. Os mercados globais reagiram de forma positiva aos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que vieram ligeiramente abaixo do consenso, reforçando a leitura de que o ciclo de cortes de juros do Federal Reserve pode continuar ao longo de 2025.
Esse ambiente ajudou a reduzir a aversão ao risco e contribuiu para a queda expressiva do Ibovespa VIX, sinalizando menor percepção de volatilidade no curto prazo.
O dólar terminou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,52, após oscilar entre a máxima de R$ 5,56 e a mínima de R$ 5,50.
A moeda refletiu, de um lado, o aumento da incerteza política doméstica e o fluxo de saída de recursos, e de outro, o suporte vindo do cenário internacional mais benigno, com commodities em alta e inflação americana sob controle.
O resultado foi um câmbio sem direção definida, mas ainda sustentado em patamar elevado diante do risco fiscal e eleitoral no Brasil.
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