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Ibovespa falha em reação e fecha em baixa com saída de estrangeiros e juros dos EUA
Publicado 18/08/2026 • 17:37 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/08/2026 • 17:37 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Ibovespa ensaiou uma recuperação nesta terça-feira (18), chegou a superar os 168 mil pontos, mas perdeu força ao longo da sessão e terminou novamente no vermelho. Foi a 11ª queda consecutiva do principal índice da bolsa brasileira, em um ambiente ainda marcado pela saída de investidores estrangeiros e pela cautela com os cenários fiscal, eleitoral e externo.
O índice recuou 0,27%, aos 166.334,86 pontos, depois de oscilar entre 166.211,30 e 168.389,49 pontos. O volume financeiro ficou reduzido, em R$ 15,3 bilhões.
A dificuldade para sustentar uma reação reforçou a pressão observada nas últimas semanas. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o mercado continua com forte fluxo vendedor e pouca disposição para aumentar a exposição aos ativos brasileiros.
Leia também: Descoberta de petróleo no Amapá pode ajudar Petrobras a repor reservas
Segundo Corleta, investidores estrangeiros já retiraram quase R$ 18 bilhões do mercado acionário brasileiro em agosto, movimento que ajuda a explicar por que tentativas de recuperação têm perdido força ao longo dos pregões.
“Quando o mercado está vendedor da forma que a gente está vendo, a Bolsa tenta subir, o dólar tenta cair, mas não consegue”, afirmou.
O analista também citou revisões mais cautelosas feitas por instituições internacionais para o Brasil. Segundo ele, o Bank of America passou a projetar o Ibovespa abaixo dos 170 mil pontos no fim do ano, depois de estimativas anteriores mais próximas de 190 mil a 200 mil pontos.
Na avaliação de Corleta, o ambiente fiscal e a aproximação das eleições continuam dificultando uma retomada mais consistente do apetite por risco.
O exterior também contribuiu para limitar uma reação da bolsa brasileira. Corleta destacou a alta dos juros dos títulos do governo americano de vencimentos mais longos, movimento que torna aplicações nos Estados Unidos mais atraentes e tende a reduzir o interesse por mercados emergentes.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, as taxas dos Treasuries de 30 anos chegaram a níveis elevados diante das preocupações com a trajetória da dívida americana e com possíveis pressões inflacionárias.
Esse ambiente adiciona concorrência pelos recursos globais justamente em um momento no qual o Brasil já enfrenta saída de capital estrangeiro.
No cenário doméstico, Corleta avaliou que o mercado ainda busca sinais mais claros sobre como o próximo governo pretende lidar com a trajetória da dívida pública.
Segundo o analista, há uma percepção entre agentes de mercado de que será necessário algum ajuste fiscal ou previdenciário para conter o crescimento da dívida e permitir uma redução mais consistente das taxas de juros.
Ele ponderou, porém, que ainda não há clareza suficiente sobre quais medidas poderão ser adotadas após as eleições.
Leia também: Ouro fecha em queda com juros de títulos públicos elevados, petróleo em alta e tensão no Oriente Médio
Corleta também comentou as perspectivas para a Petrobras diante das descobertas na Margem Equatorial. Na avaliação dele, a confirmação de reservas relevantes pode gerar valor para a companhia no médio e no longo prazo, mas ainda faltam informações sobre volume de petróleo, custo de extração e capacidade de produção.
No curto prazo, as ações da estatal devem continuar mais sensíveis às oscilações do petróleo e às incertezas associadas ao período eleitoral.
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