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Ibovespa fecha em alta com impulso de Vale e bancos após IPCA-15

Publicado 25/06/2026 • 18:02 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa fechou em alta de 0,87%, aos 171.990 pontos, após IPCA-15 de junho vir abaixo do esperado pelo mercado.
  • Vale e bancos ajudaram a sustentar o índice, enquanto juros futuros em queda favoreceram ações sensíveis à curva.
  • IPCA-15 mais fraco, recuo dos juros futuros e melhora do ambiente externo ajudou o índice, mas o cenário ainda exige cautela.
Ibovespa

Reprodução/Canva

O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (25) em alta de 0,87%, aos 171.990,20 pontos, após chegar a subir 1,62% no melhor momento do pregão. O volume financeiro somou R$ 22,2 bilhões.

O principal gatilho do dia foi a divulgação do IPCA-15 de junho, que subiu 0,41%, abaixo da expectativa de 0,44% do mercado. O dado também mostrou desaceleração em relação a maio, quando havia avançado 0,62%, embora o acumulado em 12 meses tenha subido para 4,80%.

Segundo Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, o movimento foi mais doméstico do que externo. “Na minha visão, o gatilho principal é justamente o IPCA-15 vindo abaixo do esperado, além da fala do Banco Central hoje. De fato, deu um alívio nas curvas de juros e acabou ajudando bastante a Bolsa”, afirmou.

A leitura qualitativa do indicador também ajudou o mercado. Para Gass, núcleos e serviços, componentes acompanhados de perto pelo Banco Central, desaceleraram e reforçaram a percepção de que a autoridade monetária não precisa voltar a subir juros neste momento.

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“Isso ajuda a Bolsa, óbvio, porque acaba reforçando bastante a tese de que o Banco Central não precisa subir mais juros. E juro menor lá na frente é bom para a renda variável como um todo”, disse.

O estrategista ponderou, no entanto, que o alívio não representa uma mudança definitiva de cenário. Ele lembrou que a inflação em 12 meses ainda está acima da meta e que o Banco Central segue apontando riscos altistas ligados a estímulos fiscais e de crédito.

Entre as blue chips, Vale e bancos deram sustentação ao índice. A Vale avançou 1,20%, a R$ 78,66, mesmo em dia de queda do minério de ferro. No setor financeiro, Itaú PN subiu 1,78%, Banco do Brasil avançou 1,62% e BTG unit ganhou 1,19%. Já os papéis da Petrobras terminaram mistos, com PETR4 em alta de 0,42% e PETR3 em baixa de 0,12%.

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No exterior, o petróleo virou ao longo da sessão. Segundo Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, o contrato mais líquido do Brent começou o dia em queda, mas passou a operar em alta superior a 2% após novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz.

“Essa mudança de direção dos preços reflete, principalmente, a confirmação de ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz e a decisão de algumas companhias marítimas de interromper a utilização da rota neste momento”, afirmou.

Para Cordeiro, o mercado voltou a precificar prêmio de risco na oferta, diante da possibilidade de que a reabertura completa da rota demore mais do que o esperado. Ele também avalia que o mercado físico de petróleo segue fragilizado, com déficit de oferta e expectativa de preços mais sustentados nas próximas semanas.

As maiores altas ficaram concentradas em papéis ligados a consumo, logística e setores sensíveis à curva de juros. Segundo dados da RocketTrader, Assaí liderou os ganhos do índice, seguida por Rumo e Marfrig. Azzas e Allos também apareceram entre os destaques positivos do pregão.

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Na ponta negativa, Braskem liderou as perdas, com queda de 10,50%, após comunicar a abertura de processo de mediação e pedido de tutela cautelar para preservar as negociações com credores financeiros. A companhia afirmou que as medidas buscam manter um ambiente estável para uma solução consensual sobre sua estrutura de capital.

CSN e Usiminas também ficaram entre as maiores quedas, em uma sessão mais fraca para parte dos papéis ligados a commodities. Minerva e Marcopolo completaram a lista de baixas do dia.

Para Gass, a combinação de IPCA-15 mais fraco, recuo dos juros futuros e melhora do ambiente externo ajudou o índice, mas o cenário ainda exige cautela. “Podemos, sim, amanhã ter um dia mais positivo. Mas é um cenário de alívio técnico. Eu trabalharia com viés levemente positivo, sem comprar nenhuma euforia, porque temos um pano de fundo como um todo de juro alto por mais tempo”, afirmou.

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