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Ibovespa sobe com alívio no petróleo, mas juros e cenário fiscal seguem no radar
Publicado 09/06/2026 • 17:30 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 09/06/2026 • 17:30 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
Foto: canva
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (9) em alta de 0,43%, aos 169.402 pontos, na contramão dos pares americanos que cederam levados pela baixa do setor de tecnologia. No mercado nacional, o indicador avançou em um movimento de correção após sessão sequenciais de queda e a redução dos preços internacionais do barril de petróleo.
Segundo José Faria Júnior, planejador financeiro CFP pela Planejar, a queda da commodity reforçou a percepção de que pode haver avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, seja por meio de um acordo mais amplo ou de um cessar-fogo mais duradouro.
“Com o Brent negociado próximo de US$ 90 por barril, abaixo dos níveis entre US$ 95 e US$ 97 observados recentemente, o mercado passou a incorporar um cenário menos pressionado para a oferta global de energia”, explica.
Ele afirma que desde o dia 25 de maio, o mercado trabalha com modelos quantitativos que indicam um ambiente de negociações favorável para a venda do petróleo. “Caso um acordo entre Estados Unidos e Irã realmente avance, parte relevante do estresse observado recentemente nos mercados poderá ser revertida, tanto nos juros americanos quanto nos brasileiros”, diz.
Já Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, afirma que a devolução dos ganhos acumulados no início do ano pela bolsa nas últimas semanas se trata de uma soma de fatores, após um período de forte impulso. Segundo ele, o movimento foi sustentado principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro.
A redução da injeção de capital e a saída de recursos de investidores do exterior começou com a mudança nas expectativas em relação às taxas de juros globais, tanto no cenário nacional quanto nos Estados Unidos. Novais explica que o mercado projetava uma trajetória de queda dos juros, especialmente no contexto norte-americano, o que favorecia a entrada de capital no Brasil.
Nas últimas semanas, entretanto, houve uma reavaliação dessas expectativas, com projeções de juros que passaram a considerar níveis mais altos em vez de uma queda. Então, para ele, não há espaço para uma redução relevante.
“No cenário doméstico, as preocupações fiscais seguem no radar. A proximidade das eleições também aumenta a sensibilidade do mercado a ruídos políticos e econômicos, o que amplia os movimentos de curto prazo”, ele diz.
Apesar do ambiente mais desafiador, a avaliação para o longo prazo continua positiva. A bolsa brasileira e suas empresas ainda são negociadas em níveis de valuation baixos em comparação a outros mercados, o que significa que muitas companhias permanecem com preços atrativos.
“No entanto, para que esse potencial seja efetivamente capturado pelo mercado, será importante observar uma melhora das perspectivas para os juros e avanços na discussão fiscal. Enquanto as taxas permanecerem elevadas e as incertezas continuarem pressionando o ambiente econômico, a bolsa pode seguir enfrentando dificuldades no curto prazo”, conclui.
Embora a sessão tenha tido um saldo positivo provocado pelas ações dos bancos, o dia foi negativo, segundo Felipe Corleta, fundador da Bazil Wealth. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele destacou o baixo apetite do investidor estrangeiro pela renda fixa no Brasil. Segundo ele, taxas acima de 8%, como as da NTN-B, e do IPCA+ indicaram uma desconfiança em relação a economia nacional.
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Seguir no GoogleEntre as maiores altas do dia, destacam-se as ações da Hapvida, que subiram 4,50% e foram a R$ 11,38. Depois, vem a Direcional (4,47%) a R$ 12,85, seguida pela Cury (4,17%) a R$ 30,20 e a Fleury (4,11%) a R$ 15,21.
Por outro lado, as maiores baixas foram lideradas pela Totvs (4,85%), que recuou a R$ 30,79. Depois, veio a Natura (-2,75%) a R$ 9,20, a WEG (-1,52%) a R$ 43,33 e a Prio (-1,18%) a R$ 61,80, segundo dados do RocketTrader.
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