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Mapa da semana da bolsa: petroleiras e frigoríficos lideram ganhos, com Marfrig disparando mais de 30%
Publicado 28/03/2026 • 08:15 | Atualizado há 3 meses
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Após vários dias marcados pela incerteza e volatilidade, o Ibovespa encerrou a semana com uma alta acumulada de 3,03%, aos 181.557 pontos. O desempenho é o melhor desde janeiro deste ano, quando o índice avançou 8,53% entre os dias 19 e 23, revela levantamento do TradeMap.
As atenções se voltaram para um lugar só: o Estreito de Ormuz. A passagem, conhecida por ser uma das principais vias de transporte de petróleo e seus derivados do mundo, segue interditada pelo Irã diante do impasse nas negociações de paz com os EUA. De um lado, o presidente americano Donald Trump afirma que as negociações estão progredindo e, logo, o conflito será encerrado. De outro, o regime dos aiatolás nega qualquer tratativa e diz, ainda, que as condições impostas pelos EUA são inadmissíveis.
Sem saber em quem acreditar, os investidores avançaram e recuaram em suas posições, o que fez o preço do barril de petróleo passar por ainda mais volatilidade. A flutuação gerou impactos em todos os setores da economia, à medida em que o preço da commodity tem desdobramentos na cadeia global como um todo. O efeito se espalhou nos indicadores de inflação, nas decisões de política monetária e nos custos de produção e transporte de bens.
Ibovespa tem melhor desempenho semanal desde janeiro de 2026

Fonte: TradeMap
Veja, abaixo, quem mais ganhou e perdeu nesta semana:
A Marfrig (MBRF3) despontou entre os avanços do Ibovespa, com ganhos de 31,51% no acumulado da semana, fechando cotada a R$ 21,83. O mercado reagiu com euforia à consolidação de suas operações e ao otimismo no setor de proteínas. “A Marfrig provou que, no setor de carnes, a eficiência operacional fala mais alto que o ciclo das commodities”, disse Marcos Duarte, analista-chefe da Descomplica Investimentos.
A segunda colocada foi a Vamos (VAMO3). A empresa de locação de caminhões e máquinas subiu 18,18%, diante da divulgação de dados operacionais robustos, com receita acima das projeções. “As perspectivas do agro animam o crescimento do plantio, o que beneficia a empresa. Além disso, muitos países tem permitido a mistura de etanol na gasolina, o que gera demanda na veia para o etanol brasileiro”, comenta Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital
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Siga o Times | CNBCLogo em seguida vem a varejista Assaí (ASAI3), que disparou 18,07%, impulsionada pelo aumento de participação da gestora Alaska para quase 5%. “O movimento do Alaska no Assaí serviu como um selo de confiança, lembrando ao investidor que o varejo alimentar ainda tem muito
valor escondido”, afirmou Duarte.
No campo das perdas, o grande destaque vai para a Braskem (BRKM5), que mergulhou 11,27% após um prejuízo bilionário no quarto trimestre de 2025. O papel fechou cotado a R$ 9,05. “O petróleo em alta também gera alguns desafios para a Braskem, e o mercado começa a precificar como será a execução a partir de agora”, pontua Queiroz.
Depois, vem a Azzas (AZZA3), com queda de 8,45%. A gigante da moda viveu uma reação negativa à saída de executivos-chave como Thiago Hering e a percepção de que as taxas de juros não devem recuar tão cedo.
Já a Eneva (ENEV3), que cedeu 4,32%, vive uma correção após um rali ininterrupto, segundo Artur Horta, head de operações e análise da The Link Investimentos. “A empresa vinha passando intacta pela crise do Oriente Médio, e agora os investidores decidiram embolsar os grandes lucros que já vinham se acumulando”, conclui.
Impulsionadas pela alta do petróleo brent, que encerrou a semana no patamar de US$ 105,32 o barril, as ações de petroleiras também brilharam na bolsa, figurando entre os dez melhores desempenhos da semana.
A Brava Energia (BRAV3) acumulou ganhos de 15,81% e se consolidou como a quarta maior alta do Ibovespa, negociada a R$ 19,56. Já os papéis da Petrobras (PETR4; PETR3) também tiveram destaque com valorização de 8,19% e 7,87%, respectivamente, ocupando a oitava e décima posição do ranking.

Fonte: TradeMap
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