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CNBCTrump questiona gigantes do petróleo por estarem ganhando dinheiro demais com crise em Ormuz

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Preços do petróleo sobem em meio à incerteza sobre acordo entre EUA e Irã para o Estreito de Ormuz

Publicado 10/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não está atualmente em negociações diretas com os EUA para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz.
  • Os riscos permanecem elevados também fora de Ormuz, com os grupos Houthi no Iémen a continuarem os ataques e as ameaças, de acordo com a Citi.
  • “A incerteza permanece alta ao entrarmos no sexto mês da guerra com o Irã”, observou o Westpac.
Petróleo

Os preços do petróleo registraram movimentos mistos nesta segunda-feira, 10, enquanto os operadores continuam avaliando sinais divergentes dos Estados Unidos e do Irã, em meio a preocupações de que um acordo entre os dois países para reabrir o Estreito de Ormuz possa não acontecer tão cedo.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em outubro subiam 0,77%, a US$ 84,19 o barril. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, para setembro avançavam 0,65%, a US$ 78,69 por barril.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não está atualmente em negociações diretas com os Estados Unidos para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto Washington havia afirmado anteriormente que um acordo estava próximo.

Além disso, o Irã pediu compensações aos Estados Unidos como condição para reabrir a importante via marítima, segundo uma reportagem do veículo de comunicação Independent. O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram seis condições, incluindo o fim da guerra e da agressão contra o Irã e seus aliados, teria dito Mohammad Bagher Zolghadr, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

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No entanto, os Estados Unidos sustentam que qualquer reabertura deve preservar a liberdade irrestrita de navegação, sem aprovações, pedágios ou controles iranianos, contestando elementos-chave do acordo relatado, segundo o Citi. “Os riscos também permanecem elevados fora de Ormuz, com grupos houthis no Iêmen mantendo ataques e ameaças contra navios ligados à Arábia Saudita no Mar Vermelho e ao redor de Bab el Mandeb”, acrescentou.

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“A incerteza continua elevada à medida que entramos no sexto mês da guerra do Irã”, afirmou o Westpac em uma nota. “O Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado, e a entrada dos houthis do Iêmen no conflito está interrompendo rotas alternativas de abastecimento pelo Mar Vermelho”, acrescentou.

“Até 9 de agosto, o CENTCOM havia redirecionado 55 embarcações comerciais, incapacitado 2 e abordado 2 para garantir o cumprimento”, segundo uma publicação no X do Comando Central dos Estados Unidos.

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