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Temor geopolítico derruba bolsas em Wall Street e deixa mercado brasileiro em alerta
Publicado 21/04/2026 • 20:50 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 21/04/2026 • 20:50 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
As bolsas de Estados Unidos fecharam em queda nesta terça-feira, 21, em um movimento marcado pela aversão ao risco diante das incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Mesmo com perdas moderadas, o pregão em Wall Street refletiu o aumento da cautela entre investidores, que reduziram exposição a ativos de risco ao longo do dia.
Pela manhã, o mercado chegou a operar em alta, impulsionado por expectativas de um possível acordo diplomático. Declarações do presidente Donald Trump indicaram a chance de avanço nas negociações, mas o otimismo perdeu força à medida que persistiram dúvidas sobre uma resolução concreta do conflito.
Ao longo do pregão, prevaleceu a leitura de impasse, levando os principais índices de Nova York a inverterem o sinal e encerrarem no vermelho. O movimento foi acompanhado pela alta do petróleo, que voltou a pressionar os mercados globais e reforçou temores de impacto inflacionário.
Segundo David Martins, diretor de investimentos da Brasil Wealth em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o ambiente de incerteza tem levado investidores a adotarem postura defensiva. “O mercado acabou olhando mais para a indefinição do conflito do que para uma possível solução, o que sustentou o movimento de queda”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCApesar do cenário externo adverso, o impacto sobre o Ibovespa pode ser misto na reabertura desta quarta-feira, 22. O avanço do petróleo tende a favorecer empresas do setor, com destaque para a Petrobras, que registrou valorização de cerca de 2% em seus recibos negociados no exterior.
O peso relevante das companhias de commodities no índice brasileiro pode, segundo Martins, compensar parcialmente o fluxo global de saída de ativos de risco. Ainda assim, outros papéis devem sentir o efeito negativo do ambiente internacional, especialmente diante das pressões inflacionárias em curso.
No horizonte, investidores também começam a calibrar expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom. A previsão predominante é de manutenção da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano, em meio a um cenário de inflação ainda pressionada.
Com o prazo para avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã se aproximando, o mercado deve seguir sensível a novas declarações e desdobramentos geopolíticos, mantendo a volatilidade elevada no curto prazo.
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