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Dólar recua 0,25% e bate R$ 5,15, menor patamar desde fevereiro
Publicado 06/04/2026 • 18:30 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/04/2026 • 18:30 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (6) perdendo 0,25% em relação ao real, cotado a R$ 5,15. O movimento acompanhou a desvalorização da moeda americana contra todas as moedas fortes e emergentes. É o menor patamar desde 27 de fevereiro, quando havia fechado a R$ 5,13.
A divisa aprofundou as perdas após a fala do presidente dos EUA, Donald Trump, reiterar que o prazo para os EUA é na próxima terça-feira, 7. “O Irã pode ser tomado em uma noite”, disse o mandatário. Segundo Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimento, o fechamento local refletiu muito mais uma dinâmica de fluxo do que uma melhora efetiva do cenário externo.
“Mesmo com a escalada entre Estados Unidos e Irã recolocando o petróleo no centro das atenções e elevando a cautela nos mercados globais, o Ibovespa conseguiu avançar e o dólar caiu em um movimento sustentado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e por uma bolsa que ainda segue atrativa em termos de preço, especialmente em um momento em que commodities continuam tendo peso importante na decisão dos investidores”.
Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,13 e R$ 5,16. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,24%. Lá fora, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, caía 0,04%, para 99,985 pontos.
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Siga o Times | CNBCFelipe Sant’Anna, analista da Axia Investing, lembra que, embora tenha passado praticamente o pregão todo em queda, o dólar chegou a flertar com o terreno positivo, sendo absorvido pelo fluxo de entrada de dólares no mercado brasileiro.
“É uma soma interessante, a continuidade do interesse dos estrangeiros por ativos brasileiros, na renda fixa e variável, mais o fluxo dos exportadores de commodities locais, tudo isso gera uma liquidez que atende a demanda dos compradores e ‘sobra’”, disse.
Brás, entretanto, ressalta que a alta do petróleo mantém o ambiente internacional pressionado porque amplia o risco inflacionário e reduz espaço para cortes de juros nos Estados Unidos no curto prazo
“Por isso, o fechamento não sinaliza um alívio estrutural, mas sim um mercado que ainda encontra valor relativo no Brasil mesmo em um ambiente externo mais difícil. A bolsa subiu e o dólar caiu, mas esse movimento diz mais sobre entrada de recursos e reposicionamento do que sobre uma melhora consistente da percepção de risco”, conclui.
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