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Ouro e prata encerram o dia em queda com menor demanda por ativos de segurança

Publicado 29/06/2026 • 16:28 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro e prata caíram fortemente com redução da aversão ao risco global e expectativa de avanços nas negociações EUA–Irã.
  • Mercado reagiu à possível queda do prêmio de risco geopolítico e a ajustes de posições especulativas acumuladas.
  • Analistas apontam que o ouro perde força como porto seguro no curto prazo, enquanto fatores políticos e de mineração seguem no radar.

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Os mercados de metais preciosos encerraram o pregão desta segunda-feira (29) em forte queda, refletindo um movimento de redução da aversão ao risco global e o enfraquecimento da demanda por ativos considerados porto seguro. O recuo ocorreu em meio à expectativa de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, além de ajustes técnicos após um período de forte especulação.

Na Comex (Nymex, em Nova York), o contrato de ouro para agosto, negociado no Gold, caiu 1,40% e fechou a US$ 4.038,90 por onça-troy. Já a prata, representada pelo contrato de julho do Silver, recuou 1,77%, encerrando o dia a US$ 58,175 por onça-troy.

A pressão sobre os preços decorreu principalmente da redução do prêmio de risco geopolítico, com o mercado reagindo à possibilidade de retomada de negociações entre Washington e Teerã. O movimento também foi influenciado pela diminuição da demanda por ativos de segurança e pelo desmonte de posições especulativas acumuladas recentemente.

Em meio ao cenário diplomático, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que uma reunião está prevista para terça-feira em Doha. A Casa Branca confirmou ainda o envio de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Catar, onde participarão das tratativas relacionadas ao conflito.

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Analistas da MUFG avaliam que a redução das tensões geopolíticas tende a diminuir o prêmio de risco do ouro, mantendo o metal sob pressão. A instituição também destaca que a desaceleração das expectativas inflacionárias ligadas à energia reduz um dos principais suportes recentes ao preço do metal.

A Capital Economics, por sua vez, aponta que o ouro tem se comportado cada vez mais como um ativo de risco do que como um porto seguro tradicional. Segundo a consultoria, isso decorre do excesso de posições especulativas acumuladas, o que aumenta a vulnerabilidade do metal a correções adicionais, especialmente caso o processo de desmonte dessas apostas avance.

Além do cenário financeiro, o setor de mineração também entrou no radar dos investidores após uma explosão em frente à Agência de Regulação e Controle Mineiro do Equador. O caso está sob investigação como possível atentado e pode estar relacionado a disputas envolvendo o combate à mineração ilegal de ouro, adicionando um elemento de atenção ao mercado físico do metal.

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