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Ouro fecha em alta de 0,90% e supera US$ 4.074 por onça-troy

Publicado 27/10/2026 • 16:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro sobe 0,90% e fecha a US$ 4.074,6 por onça-troy, enquanto a prata avança 0,32%.
  • Fed e inflação nos EUA concentram as atenções dos investidores, com decisão de juros prevista para quarta-feira e dados do PCE na quinta.
  • Projeções para o ouro em 2026 recuam pelo segundo trimestre consecutivo, pressionadas por dólar forte e rendimentos elevados dos Treasuries.

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O ouro fechou em alta de 0,90% nesta terça-feira (27), com o contrato para dezembro negociado a US$ 4.074,6 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex). A prata também encerrou o pregão em alta, com valorização de 0,32%, a US$ 54,513 por onça-troy.

Durante a sessão, o ouro iniciou o dia em queda, mas inverteu a trajetória e passou a avançar ao longo das negociações. As oscilações foram moderadas, sem movimentos expressivos. O desempenho ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira, 28.

No mercado de energia, o recuo do petróleo ocorreu em meio a sinais contraditórios no Oriente Médio. Os houthis realizaram novos ataques na Arábia Saudita, enquanto o Irã sinalizou a possibilidade de aceitar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. Esses acontecimentos compuseram o cenário geopolítico acompanhado pelos investidores durante a valorização do metal precioso.

A reunião do Comitê de Política Monetária do Fed começou nesta terça-feira, 27, e será concluída na quarta-feira, 28. A expectativa predominante no mercado é de manutenção das taxas de juros. Na sequência da agenda econômica dos Estados Unidos, a divulgação dos dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE) está prevista para quinta-feira, 29.

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Segundo a Sucden Financial, a reunião do banco central americano e os dados do PCE concentram a atenção dos mercados. A corretora também aponta que a expectativa de uma nova alta dos juros apenas em dezembro veio acompanhada da queda dos rendimentos dos títulos, movimento que reduziu parte da pressão imediata sobre o ouro. Ainda assim, os juros continuam a exercer influência restritiva sobre o metal.

O Commerzbank, por sua vez, considera surpreendente a fraqueza recente do ouro, diante da ligeira redução das expectativas para as taxas de juros nos Estados Unidos. Na avaliação do banco alemão, caso a reunião do Fed transcorra sem surpresas relevantes, a reação dos preços do metal poderá ser limitada.

As perspectivas para o ouro em 2026 também foram revistas. Uma pesquisa da Reuters identificou uma redução, pelo segundo trimestre consecutivo, das projeções do mercado para o preço do metal naquele ano. Entre os fatores associados a essa mudança estão os rendimentos elevados dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), a valorização do dólar e a expectativa de que as taxas de juros permaneçam em níveis elevados por mais tempo.

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