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Banco Central ou Copom: entenda quem decide os juros no Brasil
Publicado 18/03/2026 • 09:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/03/2026 • 09:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Banco Central x Copom, quem faz o que?
O funcionamento da economia brasileira não depende apenas do desempenho nos mercados internos e externos. A saúde financeira do país é diretamente influenciada pelas taxas e juros definidos pelo Banco Central e pelo Copom.
Embora estejam diretamente ligados, o Banco Central, principal autoridade monetária do país, e o Copom desempenham funções específicas dentro da definição e execução da taxa básica de juros, a Selic.
Leia também: Copom: o que é, qual sua função e por que ele decide a taxa Selic; tem reunião nesta quarta (18)
O Banco Central é a autoridade responsável por conduzir a política monetária no Brasil. Seu principal objetivo é manter a inflação sob controle, utilizando como principal ferramenta a taxa Selic.
Para isso, a instituição atua diretamente no mercado financeiro, regulando a quantidade de dinheiro em circulação por meio da compra e venda de títulos públicos. Esse processo influencia o crédito, o consumo e, consequentemente, o comportamento dos preços na economia.
Criado pela Lei nº 4.595/1964, o Banco Central coloca em prática a estratégia definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por formular as políticas monetária e de crédito no país.
Embora o Banco Central seja a principal autoridade monetária do país, há órgãos internos que também desempenham papel fundamental no funcionamento do mercado brasileiro.
Esse é o caso do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão interno do BC responsável por definir o nível da taxa Selic. O comitê é formado pelo presidente da instituição e seus diretores, que se reúnem periodicamente, a cada 45 dias, para avaliar o cenário econômico e decidir o rumo dos juros.
Durante essas reuniões, o grupo analisa fatores como inflação, atividade econômica e expectativas do mercado para determinar se a taxa deve subir, cair ou ser mantida. Essas decisões são aguardadas por agentes financeiros e o planejamento anual.
Em uma reunião do Copom, são considerados os seguintes temas:
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Siga o Times | CNBCConforme o portal do Banco do Brasil, o Copom é o responsável por definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. As decisões são tomadas em reuniões realizadas, em média, a cada 45 dias, quando os membros avaliam o cenário econômico, a inflação e as expectativas do mercado.
Com base nessa análise, o Copom decide se a taxa deve ser aumentada, mantida ou reduzida, sempre com o objetivo de manter a inflação dentro da meta estabelecida. A partir dessa decisão, agentes financeiros e empresas passam a analisar o cenário para elaborar projeções ao longo do ano.
Após a definição da Selic pelo Copom, o Banco Central é responsável por executar essa decisão na prática. Para isso, atua diariamente no mercado por meio da compra e venda de títulos públicos federais.
Essas operações permitem controlar a quantidade de dinheiro em circulação na economia, influenciando o crédito, o consumo e, consequentemente, a inflação, de uma forma que mantém os juros próximos da meta definida pelo Copom.
O tom adotado pelos bancos centrais após decisões sobre juros costuma indicar os próximos passos da política monetária. Quando o comunicado sinaliza uma postura mais “dovish”, a tendência é de juros mais baixos; já um posicionamento “hawkish” aponta para possíveis elevações das taxas.
Os termos vêm do inglês e fazem referência ao voo mais suave da pomba (“dove”) em contraste com a postura mais agressiva do falcão (“hawk”).
Além dos comunicados oficiais, as declarações de dirigentes após as reuniões também são analisadas pelo mercado. Economistas avaliam se o discurso foi mais brando ou mais rígido do que o esperado, classificando-o como dovish ou hawkish, o que ajuda a interpretar o cenário econômico.
Leia também: Selic: por que essa taxa influencia tanto o dia a dia dos brasileiros
As decisões entre os órgãos atuam em conjunto para definir os rumos da economia brasileira. Enquanto o comitê estabelece a taxa básica de juros, a autoridade monetária coloca essa decisão em prática no dia a dia do mercado financeiro, influenciando diretamente o crédito, o consumo e o poder de compra.
Esse alinhamento entre Banco Central e Copom é essencial para manter a inflação sob controle e garantir maior estabilidade econômica. A combinação das ações definidas impacta desde o custo de financiamentos até o desempenho de investimentos, afetando empresas, investidores e consumidores em todo o país.
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