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Cartão de crédito: saiba os riscos de pagar só o valor mínimo da fatura

Publicado 02/08/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 semanas

KEY POINTS

  • Quando não é possível pagar toda a fatura, o parcelamento costuma ser uma alternativa menos onerosa do que o crédito rotativo.
  • Quitar a fatura integralmente continua sendo a forma mais segura de usar o cartão de crédito.
  • Caso o consumidor não pague nem o valor mínimo até a data de vencimento, a situação passa a ser considerada inadimplência.

Foto: unsplash

Cartão de crédito: saiba os riscos de pagar só o valor mínimo da fatura

O aumento do uso do cartão de crédito no Brasil reforça a importância de entender as opções disponíveis na hora de pagar a fatura. No vencimento, o consumidor pode quitar o valor total, parcelar o saldo ou pagar apenas o mínimo.

Embora todas sejam alternativas previstas pelas instituições financeiras, cada uma tem impactos diferentes no orçamento, principalmente por causa da cobrança de juros.

De acordo com o Banco Central, quitar a fatura integralmente continua sendo a forma mais segura de usar o cartão de crédito. Nessa modalidade, o consumidor evita juros, não acumula dívidas e mantém todo o limite disponível para novas compras.

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Na prática, quem recebe uma fatura de R$ 500 e paga esse valor até a data de vencimento encerra o ciclo sem custos adicionais. No mês seguinte, a utilização do cartão começa novamente do zero.

Além de evitar gastos extras, esse hábito contribui para um planejamento financeiro mais equilibrado.

Parcelamento pode ser uma saída em momentos de aperto

Quando não é possível pagar toda a fatura, o parcelamento costuma ser uma alternativa menos onerosa do que o crédito rotativo. Nesse caso, a dívida é transformada em parcelas mensais com juros previamente informados pela instituição financeira.

Mesmo sendo uma opção mais barata do que pagar apenas o mínimo, o parcelamento aumenta o custo final da compra.

Em um exemplo de uma fatura de R$ 500 dividida em cinco parcelas com juros de 3% ao mês, o consumidor pagaria aproximadamente R$ 115 por parcela, totalizando cerca de R$ 575 ao final do contrato.

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Segundo a Caixa Econômica, antes de aderir ao parcelamento, vale comparar as taxas oferecidas e evitar novas compras no cartão enquanto as parcelas estiverem sendo pagas.

Pagar apenas o mínimo pode aumentar rapidamente a dívida

A opção considerada mais arriscada é o pagamento do valor mínimo da fatura. Quando isso acontece, o restante do saldo entra no chamado crédito rotativo, uma modalidade conhecida pelas taxas de juros elevadas.

Em uma fatura de R$ 500, por exemplo, se o consumidor pagar apenas R$ 75, os R$ 425 restantes passam a sofrer incidência de juros. Dependendo da taxa aplicada, a dívida pode crescer rapidamente ao longo dos meses.

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Por esse motivo, o pagamento mínimo deve ser utilizado apenas em situações excepcionais e, sempre que possível, substituído pelo parcelamento da fatura ou por outra linha de crédito com juros menores.

Como evitar problemas com o cartão de crédito

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de endividamento:

  • Priorize sempre o pagamento integral da fatura.
  • Se não for possível quitar tudo, avalie o parcelamento antes de recorrer ao crédito rotativo.
  • Evite fazer novas compras enquanto houver parcelas em andamento.
  • Compare as taxas de juros entre diferentes instituições financeiras.
  • Mantenha os gastos do cartão dentro de um limite compatível com a renda mensal.

Caso o consumidor não pague nem o valor mínimo até a data de vencimento, a situação passa a ser considerada inadimplência.

Nesses casos, além dos juros do crédito rotativo, podem ser aplicadas multa e outras cobranças previstas no contrato. De acordo com as regras do sistema financeiro, esse saldo somente pode permanecer financiado até o vencimento da fatura seguinte. Depois desse período, a instituição financeira deve oferecer outra modalidade de crédito para a dívida.

Também existe a possibilidade de transferir ou portar o saldo devedor para outra instituição que ofereça condições mais vantajosas, permitindo reduzir o custo da dívida.

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Usado de forma consciente, o cartão de crédito pode facilitar o dia a dia. No entanto, decisões tomadas na hora de pagar a fatura podem fazer diferença no orçamento, especialmente quando o pagamento mínimo se transforma em uma dívida de longo prazo por causa dos juros acumulados.

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