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Vinil, câmeras e papel: Geração Z está trocando o digital pelo palpável e pressionando o bolso dos pais
Publicado 26/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/02/2026 • 15:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Geração Z retoma o interesse por produtos físicos
As mudanças entre gerações ficam evidentes a partir dos costumes adotados por cada uma. É comum que, com o passar das décadas, as novas eras deixem para trás os costumes das gerações passadas. Entretanto, a Geração Z (1995 – 2010) voltou a impulsionar o desejo por produtos e experiências físicas.
De acordo com informações da Fortune, jovens nascidos entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010 vêm demonstrando preferência crescente por itens como discos de vinil, CDs, livros físicos e até câmeras analógicas.
Por terem nascido em uma época de evolução da internet e uso digital, é esperado que as gerações a partir de 2000 migrem para uma vida totalmente voltada para a tecnologia.
Leia também: “Geração Z e Millennials dominam confiança em ativos digitais”: a análise otimista sobre o mercado cripto
A onda de interesse por produtos físicos e experiências in loco tem ajudado a revitalizar setores antes considerados em declínio, como o mercado de música física e o varejo de livros. Nos últimos anos, as principais cidades do Brasil perderam diversas unidades de livrarias, que fecharam em meio à forte concorrência com o mercado online.
Além do maior consumo de livros, CDs musicais e até um aumento na procura de roupas em lojas físicas, entre alguns produtos pouco vistos na atualidade que voltaram a despertar o interesse da Geração Z.
Em 2025, a Live Nation atingiu seu maior público em shows, superando até o período pós-pandemia de 2023, impulsionada principalmente pela Geração Z, que valoriza experiências musicais imersivas. No Reino Unido, jovens de 17 a 24 anos demonstram maior frequência em eventos ao vivo e casas noturnas. Nos EUA, as vendas de CDs cresceram na última década, com a Geração Z aderindo ao colecionismo e comprando 33% mais produtos de artistas do que a média da população.
Um dos produtos de maior sucesso em gerações passadas, o disco de vinil é um dos exemplos mais simbólicos dessa mudança de comportamento. Nos Estados Unidos, as vendas de LPs cresceram de US$ 14,2 milhões em 2006 para mais de US$ 1,4 bilhão em 2022, demonstrando uma retomada consistente ao longo dos últimos anos.
Já no Reino Unido, os LPs alcançaram 5,9 milhões de unidades vendidas em 2023, marcando o 17º ano consecutivo de crescimento do formato. Um dos fatores que pode ser responsável pelo crescimento é o lançamento de álbuns de cantores atuais em formatos de vinil, como no caso da cantora americana Taylor Swift.
Entretanto, o retorno pelo interesse nos produtos físicos aumenta o orçamento mensal dos jovens e até dos pais. De acordo com o relato de uma mãe presente na matéria, ela diz que sente no próprio bolso o efeito dessa preferência. Além de investir em equipamentos analógicos como CD player, toca-discos e caixas de som, as assinaturas de streaming e conteúdo digital seguem presentes no orçamento mensal.
“Você acaba pagando duas vezes, uma para manter o ecossistema digital e outra para satisfazer a geração mais jovem e seu interesse por bens físicos e pela tecnologia analógica“, relatou a mãe do jovem.
O mesmo ocorre com livros impressos: embora muitos jovens prefiram o formato físico, ele costuma ser mais caro que as versões digitais. Ainda assim, as vendas de livros físicos bateram recordes nos EUA e no Reino Unido, impulsionadas especialmente por leitores de 14 a 25 anos e pela influência de comunidades como a #BookTok no TikTok.
Além disso, a tentativa de reduzir o tempo de tela não elimina gastos digitais já contratados. A maioria dos jovens mantém assinaturas de plataformas de streaming enquanto também investem em discos de vinil, livros físicos e outros produtos analógicos, o que aumenta o orçamento, que antes era mais acessível.
Para muitos jovens, o consumo de produtos físicos vai além da nostalgia. Diferentemente das gerações anteriores, que associam o vinil ou o livro físico ao passado, a Geração Z enxerga esses itens como forma de recuperação de identidade.
Em meio a um mundo extremamente conectado e com os avanços tecnológicos implementados em qualquer lugar, a posse de discos, livros e objetos analógicos funciona como elemento de diferenciação em um ambiente dominado por algoritmos e plataformas digitais padronizadas.
Cerca de 80% dos jovens presentes em uma pesquisa da Nielsen dizem preferir o livro físico em vez do digital. Ainda assim, nos últimos anos, aparelhos tecnológicos voltados para a leitura, como o Kindle, da Amazon, têm ganhado força no mercado literário.
Leia também: Geração Z confia cinco vezes mais em cripto do que idosos e cria desafio para empresas do setor
Outro fator que explica a retomada do interesse por produtos físicos é o desgaste provocado pelo excesso do uso digital. Segundo a matéria, muitos jovens relatam cansaço com redes sociais e consumo constante de conteúdo em telas.
Parte significativa da Geração Z reconhece os impactos negativos do uso excessivo de smartphones e plataformas digitais, o que tem estimulado a busca por experiências mais calmas e menos desgastantes, além de atividades que não dependam de tecnologia ou internet.
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