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Doutor Inovação: O novo modelo que permite a você decidir quem acessa seus dados
Publicado 18/12/2025 • 16:43 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 18/12/2025 • 16:43 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
No quadro Doutor Inovação, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o médico Pedro Batista, empresário e CEO da Horuss AI, classificou o projeto Open Care Interop como uma iniciativa fantástica que coloca em prática a Rede Nacional de Dados em Saúde ao unir gigantes como Innova HC e B3 para criar uma “revolução” na forma como as informações clínicas são compartilhadas no Brasil.
Ele explica que o modelo é inspirado no sucesso do Open Finance, trazendo para o setor médico a mesma clareza, velocidade e segurança que o PIX trouxe para o sistema bancário.
Com a participação de instituições de peso como Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury e a rede RD de farmácias, o projeto piloto permite que o paciente tenha um “acesso integrado de todas as informações” em tempo real. Isso significa que, ao sair de uma consulta, a receita já pode estar disponível na farmácia e o histórico de exames acessível a qualquer profissional autorizado.
Para o médico, o ponto central é o “empoderamento para o paciente”, que passa a decidir quem pode ou não ver seus dados sensíveis, garantindo privacidade total e conformidade com a LGPD através de tecnologias de criptografia lideradas pela B3.
Do ponto de vista clínico, a integração de dados promete reduzir drasticamente as falhas de tratamento, especialmente para idosos que costumam esquecer detalhes de seu histórico médico em consultas.
O entrevistado destaca que a disponibilidade de informações precisas permite um “atendimento ágil que se traduz em real diagnóstico”, eliminando a necessidade de repetir exames que já foram realizados em outras unidades.
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Essa conectividade evita o excesso de procedimentos, que muitas vezes confunde o diagnóstico em vez de ajudar, reduzindo o que o médico chama de “perda para o paciente e perda para o sistema”.
O impacto financeiro do Open Care Interop é um dos pilares mais robustos do projeto. Batista revela que abusos, fraudes e desperdícios consomem cerca de 30% do sistema de saúde atualmente.
Com o novo sistema, o Inova HC e a B3 calculam que a economia pode chegar a 15% apenas em exames laboratoriais e de imagem desnecessários, o que representa uma cifra de “bilhões e bilhões de reais” que poderiam ser reinvestidos em melhores atendimentos e remuneração profissional.
Ele conclui reforçando que, embora ainda seja um piloto, o modelo é muito mais robusto que tentativas anteriores e essencial para tirar o Brasil de um atraso de cinco anos na gestão de dados públicos e privados.
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