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Dr. Inovação: Governo deve priorizar integração digital do SUS, diz Pedro Batista
Publicado 03/11/2026 • 17:43 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/11/2026 • 17:43 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Integrar sistemas, melhorar a conectividade e capacitar profissionais deve ser prioridade do governo federal entre 2027 e 2030, afirmou Pedro Batista, médico, empresário, CEO da Horus AI e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, em sua participação nesta terça-feira (3) no quadro Dr. Inovação, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, o desafio é fazer a infraestrutura digital já disponível funcionar efetivamente em benefício dos pacientes.
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O diagnóstico parte de dados do estudo TIC Saúde 2025: embora 99% dos estabelecimentos de saúde utilizassem internet, somente 47% das unidades públicas consideravam a conexão adequada. Para o médico, a distância entre ter acesso à rede e conseguir prestar um serviço eficiente expõe uma falha que atinge diretamente os pacientes.
Batista usou o tratamento do câncer de mama para mostrar como a falta de integração pode comprometer direitos previstos em lei. A legislação dos 60 dias estabelece prazo para o início do primeiro tratamento após o diagnóstico confirmado. No entanto, explicou, o resultado anatomopatológico pode permanecer em um sistema sem chegar rapidamente à equipe responsável ou à paciente.
“Se essa informação não chegar ou para o médico que atendeu ela ou até para a mulher poder atuar ali em busca do seu exame, ela não vai conseguir nem se beneficiar da lei”, afirmou. O problema, acrescentou, não é apenas a presença de computadores, mas a capacidade de fazer a informação circular e produzir uma resposta assistencial.
Na avaliação do especialista, os próximos quatro anos devem contemplar gastos permanentes com energia, manutenção de equipamentos, suporte técnico e treinamento. Ele citou dado do levantamento segundo o qual 35% das unidades públicas já dispõem de equipamentos considerados novos e modernos, mas ainda enfrentam dificuldades para utilizar os recursos disponíveis com eficiência.
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Siga o Times | CNBC“Não é tanto o investimento em novos equipamentos”, disse Batista. Segundo ele, organizar a infraestrutura existente pode demandar menos recursos do que grandes aquisições de tecnologia. “Não, basta arrumar a casa, é integrar antes de trocar”, resumiu, ao defender a interoperabilidade entre os sistemas.
O médico apontou a Rede Nacional de Dados em Saúde como instrumento central para conectar informações e fortalecer o uso do prontuário eletrônico na atenção primária. Ele reconheceu os esforços federais de organização das bases de dados e afirmou que o avanço da integração pode permitir, até 2028, um ambiente mais seguro e confiável para o compartilhamento de informações clínicas.
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“Os sistemas vão beber de informação precisa”, afirmou. Com dados mais consistentes, acrescentou, seria possível analisar melhor as necessidades da população e orientar decisões de gestão e assistência. A segurança das informações dos pacientes também precisa fazer parte desse processo.
Batista chamou atenção para diferenças regionais no levantamento: a percepção de conexão adequada alcançava 55% no Nordeste e 71% no Sul. Para ele, regiões remotas, especialmente no Norte e Nordeste, exigem apoio adicional porque deslocamento, manutenção e disponibilidade de técnicos podem elevar os custos do serviço.
“É fundamental investir aonde se usa mais, onde se precisa mais e aonde a população depende, sim, mais do Sistema Único de Saúde”, afirmou. Ao comparar o Brasil com Inglaterra e Canadá, o entrevistado reconheceu que esses países avançaram antes na coordenação dos dados, mas sustentou que o SUS dispõe de ferramentas que ainda podem ser melhor aproveitadas.
“O que a gente precisa é treinamento das pessoas, disponibilização da tecnologia e essa manutenção para que as equipes possam colocar em prática o que já está pronto”, concluiu Batista, ao defender a continuidade da digitalização com foco na qualidade efetiva do atendimento.
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