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Aliança bancária para avanço climático da ONU fracassa e anuncia suspensão de suas atividades
Publicado 03/10/2025 • 11:09 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 03/10/2025 • 11:09 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
A Net-Zero Banking Alliance (NZBA), programa da ONU para a neutralidade carbónica no setor bancário, anunciou nessa sexta-feira (3/10) o fim das suas atividades, num contexto menos favorável para o clima na Europa e nos Estados Unidos.
A NZBA tinha sido lançada em 2021 no âmbito da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), para incentivar os bancos a tomar medidas concretas para reduzir a pegada de carbono dos seus empréstimos e investimentos e a desempenhar um papel fundamental na transição para uma economia neutra em carbono.
BNP Paribas, Crédit agricole, Société Générale, Crédit mutuel, o grupo BPCE (que reúne os Bancos populares e as Caixas económicas) e o Banque Postale faziam, por exemplo, parte deste grupo, que no seu auge chegou a ter quase 150 membros.
A aliança tinha suspendido os seus trabalhos no final de agosto, aguardando o resultado desta votação.
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Siga o Times | CNBCOs bancos de todo o mundo “podem continuar a utilizar” os trabalhos e as diretrizes da aliança, especifica um porta-voz, capazes de “os ajudar a elaborar e a implementar os seus próprios planos de transição para a neutralidade carbónica”.
O clube tinha sofrido várias deserções desde o final do ano passado, após a eleição para a presidência dos Estados Unidos de Donald Trump, que prometeu, entre outras coisas, “perfurar a todo vapor”, uma fórmula que se tornou um dos seus slogans de campanha (“We will drill, baby, drill”).
Seis grandes bancos americanos tinham deixado a NZBA na sequência: Goldman Sachs, Wells Fargo, Citi, Bank of America, Morgan Stanley e JPMorgan Chase, seguidos por bancos canadianos, incluindo a RBC, e japoneses, como o Sumitomo Mitsui Financial Group e o Mizuho.
Sob o pretexto da “flexibilidade”, a aliança tinha efetuado uma atualização semântica diluindo o seu objetivo inicial: as “diretrizes” tinham-se tornado simples “orientações” quando as “exigências” tinham sido substituídas por “recomendações”, de acordo com documentos internos consultados pela AFP.
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