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Assembleia Geral da ONU: Lula embarca para Nova York e em discurso deve defender multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança
Publicado 20/09/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/09/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, onde participa da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Como tradicionalmente ocorre, o chefe do Executivo brasileiro será responsável pelo primeiro discurso da sessão de alto nível, na terça-feira (22).
A fala deve ter como eixo a defesa do multilateralismo e da negociação como instrumentos para enfrentar conflitos internacionais. Lula também deverá abordar o respeito ao direito internacional humanitário, a não interferência em assuntos internos de outros países e temas considerados prioritários pelo Brasil na agenda global.
Entre os assuntos previstos está a reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança. O governo brasileiro defende há anos mudanças na composição e no funcionamento do órgão, argumentando que a atual estrutura tem dificuldades para responder aos conflitos internacionais.
Durante a passagem por Nova York, Lula também terá reuniões bilaterais com outros chefes de Estado e um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente também deve se reunir com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
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Siga o Times | CNBCA possibilidade de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não foi confirmada pelo Itamaraty. Os dois líderes poderão, no entanto, se cruzar nos bastidores da Assembleia Geral, já que Trump fará o segundo discurso da sessão, logo após Lula.
A agenda brasileira na ONU também contará com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que permanecerá em Nova York durante a semana para reuniões de diferentes grupos e fóruns internacionais. Entre os compromissos estão encontros do Brics, IBAS, G77, G4, Celac e CPLP.
Vieira também presidirá reuniões ministeriais da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, participará das atividades da Aliança Global.
A comitiva brasileira ainda terá a presença de Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Luiz Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas; e Rachel Barros, ministra da Igualdade Racial. A delegação participará de debates sobre Palestina, solução de dois Estados, desigualdade, direito internacional humanitário e consolidação da paz.
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